Café do Poderoso – A Tormenta de Espadas – Arya

Paty

Arya é uma das minhas personagens preferidas. Sempre gostei de como ela não se conforma com a vidinha de Dama e decide fazer o que quer. Esse capítulo foi mais uma atualização dos caminhos de Arya até voltar para casa. Vejo que os meninos já a respeitam e a seguem sem reclamar muito. Eu ainda torço para ela se tornar Rainha. Veremos…a única coisa que eu realmente espero que NÃO aconteça é o autor matar Gendry. Acho que ele e Arya terão algum envolvimento romântico no futuro…mas dado o sadismo do George R. R. Martin, eu sei que temos que esperar qualquer coisa.

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Ragner

Arya é uma personagem fantástica para mim, está entre meus favoritos também. A cada capítulo dela, percebo o quão é diferente dos irmãos por parte de mãe e como ela e Jon são perfeitos, seguindo mais uma linhagem indicativa para o lado paterno. Rola de perceber o quanto ela vai amadurecendo, sabendo se virar, mesmo sendo uma criança, mesmo sendo mulher e fazendo com que os garotos a respeitem. Ela é decidida, corajosa e confia extremamente em seus instintos, instintos de sobrevivência e de confiança naqueles que ela passou a respeitar.

E aqui vai o cronograma de Julho!!

Capítulo Leitura Post/
Tyrion 01 a 06 de Julho 07 de Julho
Davos 08 a 13 de Julho 14 de Julho
Sansa 15 a 20 de Julho 21 de Julho
Jon 22 a 27 de Julho 28 de Julho

QUER GANHAR O 4o LIVRO DA SÉRIE?

O Poderoso começa hoje o sorteio do 4o livro da série – Festim dos Corvos. Todos os participantes do Café serão inscritos no sorteio dentro das regras abaixo:

– O participante deve comentar no Café e ler o livro com a gente

– Curtir nossa página no Facebook.

– Cada comentário gera uma inscrição. Quanto mais você comentar, mais chances você tem de ganhar.

– Não há custo algum de envio para o vencedor.

– O sorteio é aberto para todo o Brasil.

– O resultado sairá ao término da leitura de A Tormenta de Espadas no Café.

PARTICIPE!

Semana de cinema – A Invasora

Não, caro leitor. Se lhe falta sangue frio não assista a este grandioso filme repleto de tensão e suspense do início ao fim! Filmes com muito sangue e finais surpreendentes sempre me atraíram pela expectativa que suas histórias sempre trazem.

Conheci ‘A Invasora’ por meio de um amigo que tinha dito o seguinte:  “Prepare-se, você nunca vai ver tanto sangue em nenhum filme como nesse aqui”.  De fato, hoje eu posso afirmar com total segurança que o meu amigo estava certo: pouquíssimos filmes tem tanto sangue e suspense quanto este filme francês, que tem seu título original denominado como À L’ intérieur (dentro, em português).

Tudo começa com um acidente automobilístico envolvendo a personagem principal, Sarah, seu marido que acaba morrendo na tragédia e uma misteriosa mulher grávida que perde seu filho também por conta do ocorrido.

Passado um tempo depois do acidente, Sarah descobre que está grávida! Sarah transmite a imagem de uma mulher totalmente independente, que não necessita da ajuda de ninguém para ter e criar a criança que está por nascer. Diante disso, a mesma resolve passar a noite de Natal sozinha.

Medo! :O

E eis que, na calada da noite, uma mulher bate a porta da casa de Sarah. Sim, era ela! Aquela mulher que perdeu seu filho no acidente automobilístico. Ela foi, e foi para vingar a sua própria Dor de perder um filho. Foi para matar. Para aquela mulher misteriosa, Sarah deveria passar pelas mesmas dores que ela estava passando em sua vida.

E uma caçada alucinante começa! Muito sangue. Os diretores Alexandre Bustillo e Julien Mary capricharam no quesito violência. A madrugada natalina de Sarah que era pra ter sido tranquila e repleta de paz tornou-se um pesadelo com muito sangue para todos os lados.

O leitor deve estar aí pensando: ‘porque Sarah não chamou a polícia’? Sim, caro leitor. Ela chamou a polícia. Porém, nossa anônima sedenta por vingança deu cabo dos três policiais que tentaram, em vão, resgatar a grávida perseguida. E foram três mortes violentíssimas, cada uma com a sua maneira própria e original.

O final do filme é intrigante, questionador e pode receber vários tipos de interpretação. Alguns podem interpretar como um final justo,   outros como um final transcendental e que foge da realidade.

Mas não vou contar o desfecho desse filmaço de suspense para vocês, não. Recomendo que aluguem o filme, puxem a poltrona mais próxima e assistam essa grandiosa obra do cinema francês, que ficou marcada não só pela excelente produção visual, mas pela feminilidade presente e representada no filme.

Ah, só mais duas coisinhas: não assista com crianças (+18) e, de preferência, assista sem comer pipoca. Quando terminar de assistir, você vai me agradecer por estes conselhos, amigo leitor. E muito.

Não coma pipoca, por favor.

Semana de cinema – Batman

Com a proximidade do próximo e último filme da trilogia que conta a história do Homem Morcego e aproveitando a semana de cinema do Poderoso, me sinto na obrigação de escrever sobre os filmes anteriores.

Begins chegou arrasando e originando uma nova perspectiva sobre filmes com a temática vinda dos quadrinhos. Com uma enredo recheado de situações verossímeis e um herói veementemente humano, Christopher Nolan cria um mundo real para um dos heróis mais consistentes que existe. Batman pode ser extremamente psicológico, cheio de metáforas, de paradoxos em seus vilões e incertezas na crível existência de um homem bilionário que seja capaz de viver uma vida destinada a vigilância e combate ao crime, mas Nolan produz algo que clama por essa possibilidade.

Os dois primeiros filmes do Morcegão (dessa geração) seguem uma cronologia definida e o 3º que está para chegar, finaliza esse mundo idealizado. Os filmes, como o próprio diretor defende, teve um início, um meio e terá um final. Begins nos apresenta as convicções e o treinamento, Dark Knight continua com a evolução e certeza do homem que decide mudar completamente sua vida em prol de uma causa e Dark Knight Rises irá justificar e encerrar tudo isso. Assim acredito.

No 1º, Bruce Wayne assiste a morte dos pais e isso o deixa transtornado. Passa boa parte de sua vida pensando em vingança contra o sujeito que o usurpou a convivência das pessoas que ele mais amava, depois de perceber que isso era extremamente banal e todo o sofrimento ainda continuaria, ele decide mudar. O sentimento de impotência e o desejo de fazer a diferença, mesmo ainda não sabendo como, o faz percorrer o mundo, punindo todo e qualquer criminoso, sem critério algum. Bruce ainda vive de forma conturbada e sem um rumo. Preso e desolado, encontra um cúmplice que, ele acredita, pode o auxiliar a encontrar o caminho destinado à justiça, mas a verdadeira face do “amigo” aparece e é ai que tudo fica claro e o objetivo real de todo seu destino toma uma direção. Ele se posiciona, se aceita e sabe o que precisa fazer. O Batman começa a tomar forma, o treinamento já aconteceu, os motivos já estão suficientemente límpidos, mas o símbolo ainda precisa ser forte o bastante para amedrontar a vilania, para fazer com que a bandidagem saiba que agora existe alguém para confronta-los. E o mais legal no filme, é que o Batman  não é somente alguém de collant que bate nos criminosos (ele usa quase que uma armadura mesmo), ele é alguém capaz de resistir, combater, afrontar, perseguir e deter todo e qualquer tipo de escória em Gothan City.

O filme vai evoluindo assim como o personagem, o caminho do herói não é nada perfeito e é infestado de desafios. Nolan trabalha muito bem isso. Cada momento na vida de Bruce/Batman é pontuado por tragédias e recompensas e novas tragédias. Não há situações de constância. Batman Begins é o começo perfeito para uma trilogia que tinha tudo para apresentar um herói amado por vários fãs de quadrinhos.

No 2º, Bruce Wayne é quase que um coadjuvante e a personalidade do Batman vai prevalecendo. Os perigos vão aumentando, os vilões se tornando cada vez mais confusos e complicados de se enfrentar. Nesse filme surge o maior inimigo dos quadrinhos e o mais psicótico possível. O Curinga é completamente insano e tenta de todas as formas instaurar o caos e anarquizar tudo e a todos. Ele é convicto que acontecimentos traumáticos podem destruir uma pessoa e levar qualquer um à loucura, mas Batman se mostra acima disso, pois seu espírito é alimentado por ideias maiores do que dramas ou descontroles.

Os riscos nesse filme são maiores, toda a destruição causada ultrapassa a normalidade de coisas ruins que acontece em Gothan, mas o vigilante mascarado se mostra mais maduro e pronto para enfrentar seus oponentes. Mesmo quando o Curinga deixa um desastroso rastro bipolar como consequência de seus atos, e aquele que poderia ser o cavaleiro branco da cidade se transforma no Duas Caras, Batman chama a responsabilidade para si e deixa mais do que claro, que o herói é aquele que faz o que ninguém mais conseguiria fazer.

Assisti ao filme como se o dividisse em 3 partes: Quando o Curinga tenta se aproveitar dos criminosos e da população para usa-los contra o Batman; quando ele próprio se usa para chegar ao Morcegão e tenta presenciar como o caos age entre as pessoas; e quando o Duas Caras surge para provar seu ponto sobre acontecimentos traumáticos, mas que também eleva o conceito de heroismo do Homem Morcego e de sua missão de salvar a cidade e os cidadãos.

Nos dois filmes são apresentados alguns dos mais malvados antagonistas do Morcegão dentre toda sua enorme galeria de vilões:

  • Ra’s Al Ghul e Espantanho aparecem em Begins. A forma com que ambos são tratados merece aplausos, mas o espantalho merecia melhor destaque, pois ele é mais complexo e no filme teve destaque secundário, já o Ra’s eu gostei deveras de como foi tratado, ainda mais tendo o Liam Neeson como interprete. Veremos o que mais acontece com ele, já que é imortal e o poço de Lázaros deve aparecer no 3ª filme. Cillian Murphy – que quase foi o escolhido para ser o Batman – apresenta um vilão ciente de sua maldade, não doente, mas perfeitamente conhecedor de como é preverso;
  • Curinga, Duas Caras e novamente o Espantalho estão no Dark Knight. Heath Ledger esteve supremo no papel, deixando claro que Jack Nicholson poderia ter um rival a altura na interpretação do Palhaço do Crime e talvez até supera-lo (como eu acredito que fez). Aaron Eckhart  como Harvey ‘Duas Caras’ Dent mais do que convence, ele deixa claro como na verdade o personagem é perturbado e paradoxal, sofrendo de uma dicotomia pragmática entre o que é certo e o que ele deseja, sem partidarismo, deixando uma moeda decidir o destino de quem quer que seja.
  • Em Rises, Bane é o adversário em questão. Enquanto o Curinga se mostra como a contrapartida do Herói em Dark Knight, Bane deve acabar com o mundo do Morcegão. Ele não irá rivalizar ou ter um embate sobre aquilo que não pode ser parado ou o que não pode ser movido, ele simplesmente irá quebrar/destruir a salvação de Gotham. Bom, isso é algo que iremos descobrir.

Nos quadrinhos, Batman é o vigilante perfeito, durante anos e anos é capaz de tudo e nada o detinha. Muitos vilões tentaram e quase o derrotaram, mas nenhum foi tão longe quanto Bane. Bane o quebrou, não apenas fisicamente, mas principalmente psicologicamente, pois o deixou exausto, fraco, sem vontade de reverter a situação. Batman se entregou no final… Tudo isso está na saga “A Queda Do Morcego”, que poderá ser resenhada algum dia no Domingo De Quadrinhos.

Christian Bale foi o escolhido para viver o protagonista nessa trilogia. Para mim o melhor dentre TODOS os outros 3 que já vestiram a capa. Ele mostra a superficialidade e descontração que Bruce Wayne necessita e consegue deixar o Batman com uma profundidade extremamente coerente. Desde o início, com suas dúvidas e imaturidade como herói, até o final emblemático de Dark Knight, onde a sabedoria e fortaleza já se tornam claras e no desprendimento dos holofotes junto a corajosa decisão de ser o pária que será caçado por ser um vigilante que não responde diretamente à lei e que se responsabiliza em salvar a cidade de qualquer mal que a aflija.

Semana de Cinema – O Corvo

Edgar Allan Poe é um dos pais da ficção científica e do suspense literário. Escrevia histórias sobre assassinatos e poemas que muitos considerariam mais góticos do que românticos.

Apesar de não ser uma exímia conhecedora ou uma leitora assídua de Poe – só li alguns contos – o filme me pareceu muito interessante. Filmado em película, o preto fica mais preto e a sensação de gótico perdura garantindo que a cidade em si seja extra macabra e os assassinatos extra horríveis. Então, para mim, seria uma ótima tarde no cinema.

O filme começa do fim. E por fim eu quero dizer o último dia de vida de Poe. Apesar de não se proclamar uma biografia, O Corvo traz fatos reais da vida de Poe – a academia em que estudou e foi expulso, sua constante batalha com a falta de dinheiro e com a bebida e a morte de sua primeira esposa por tuberculose. Além disso, nos apresenta um autor que sofre de baixa auto-estima e que é totalmente ignorado por seus conterrâneos.

Seus últimos dias de vida foram estranhos e incoerentes. Poe foi encontrado em um parque em estado delirante. O filme tenta nos explicar o possível motivo para a morte do autor – que nunca foi solucionada. Dizem que foi a bebida, dizem que foi o desgoto de não ser reconhecido, dizem que foi tudo isso junto com a vida difícil que o autor teve. Ele morreu com 40 anos.

Aqui começa também a parte “fantasia” do filme.

Os cenários são bonitos e nos transportam para uma Baltimore de 1800 onde assassinatos terríveis começam a ocorrer. O inspetor rapidamente percebe que já viu aquelas cenas em algum lugar e logo associa os assassinatos aos escritos de Poe. A partir de então, o autor começa a trabalhar junto com a polícia seguindo a trilha que o assassino deixa ao raptar sua amada (e possível futura esposa) Emily – (não se sabe se ela existiu mesmo) – lançando um desafio a Poe e o chamando para brincar de “esconde-esconde”.

John Cusack é um ótimo ator mas às vezes deixa a peteca cair no filme. Não senti muita convicção em algumas cenas – principalmente no começo – mas ele parece que cresce durante o filme e, ao final, ele encontra Poe de uma forma menos megalomaníaca e mais sincera. O que também pode ser um reflexo da história em si, quando Poe começa desacreditado, e basicamente indigente, e vai se tornando um personagem mais importante e sóbrio ao longo do filme. Os demais autores são competentes e complementam bem seus personagens – tirando a mocinha que interpreta Emily (Alice Eve) que é bem fraquinha.

A história é envolvente e os assassinato são explícitos – como a escrita de Poe. As cenas de morte são bem pesadas e uma ou duas vezes chegam a parecer mais um filme de terror estilo “jogos mortais” do que um filme sobre um escritor de suspense…pessoas que não gostam de sangue podem sentir certo desconforto. Confesso que cobri os olhos em algumas dessas cenas.

O enredo do filme nos apresenta alguns dos maiores contos de Poe quando traz à vida os crimes que o autor imaginou. Assim, o filme é uma maneira de apresentar o autor a novos  leitores. A idéia do roteiro é original e coloca Poe como um personagem de um de seus próprios contos. Essa dinâmica transforma a história em algo que poderia ser apenas mais um filme de suspense em algo mais. Acredito que quem é fã de Poe vai gostar de ver seus contos representados da maneira que consta no filme.

Outra questão inteligente do filme é se utilizar de vários contas, criado um serial killer. Os contos de Poe não são tão longos que poderiam garantir um filme de 2 horas, cada. Então, juntar alguns no filme garante a sensação de suspense por mais tempo.

Ainda assim, eles falham onde Sherlock Holmes obteve sucesso. As tentativas de humor muitas vezes passam despercebidas pela platéia em meio a um diálogo rebuscado e cheio de palavras difíceis. Saí do cinema sentindo que faltou alguma coisa. Não nas atuações mas talvez na liberdade dos atores em cena. Todos pareciam travados em seus personagens e isso se traduz em cenas pouco orgânicas.

Com mais verba e melhores cenas de ação, o filme poderia ter se tornado um blockbuster…mas provavelmente será apenas um filme obscuro feito de fãs para fãs de Poe.

Domingo dos Quadrinhos – Persépolis

Persépolis - Marjane Satrapi

A primeira vez a gente nunca esquece. É com esse espírito que inicio este primeiro texto nesta casa, falando de uma HQ (História em Quadrinhos) que deve ser item básico na biblioteca de quem aprecia este tipo de leitura.

Persépolis é a obra autobiográfica de Marjane Satrapi, uma jovem iraniana que viveu durante um período extremamente conturbado do país islâmico. O Irã viveu uma revolução, adotou um regime rígido e muito pautado pela religião, e passou a ser um péssimo lugar para alguém viver sua juventude.

Tendo migrado por um tempo para a França, a garota se viu forçada algumas vezes a negar sua nacionalidade e fugir ao máximo da identidade iraniana, através das roupas e dos atos. Marjane teve a vida totalmente afetada pelos problemas políticos de seu país, que influenciaram diretamente a sua juventude e a formação de quem ela era.

O livro mostra todos estes aspectos, sempre densos e complexos, sem perder a leveza da linguagem dos quadrinhos. Marjane é uma personagem que atravessa todos os acontecimentos como uma espectadora, descrevendo bem os fatos e facilitando o acompanhamento do leitor. O traço simples e leve da autora deixa o livro mais tranquilo de acompanhar para quem não está acostumado com quadrinhos; mas o conteúdo, denso e politizado, é recomendado para quem tem mais interesse na influência que a política e um estado rígido e não-democrático podem ter no dia a dia de alguém. Um livro maduro, em que mortes acontecem aos montes e pessoas desistem de sonhos e da mudança política. Porém, ao mesmo tempo, uma história sempre pincelada pela esperança da personagem principal.

Persépolis é uma história pessoal; mas, principalmente, para pessoas como nós, que sempre olhamos o Irã pelo lado de fora, é uma ótima chance de ver o país com uma visão muito mais próxima.

Café do Poderoso – A Tormenta de Espadas – Catelyn

Mais um Sábado, mais um Café do Poderoso.

Sobre Capítulo da Lady Stark.

Paty

Terminei o segundo livro odiando ela. Mas…ODIANDO ela. Porém…lendo esse capítulo eu quase consigo entender porque ela entregou o Jaime. Não me dei conta de que ela já tinha sido informada da “morte” de Bran e Rickon e o desespero deve ter sido insuportável. Fico pensando se ele chegará vivo a King’s Landing e o que isso vai causar na situação toda…

Parece que a batalha está cada vez mais próxima de acabar. Mal posso esperar!

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Ragner

Um capítulo COMPLETAMENTE direcionado à alma materna. Cat relembra das filhas, dos filhos, justifica sua decisão, e tenta entender os desejos e decisões do pai no passado. Se ela fez o correto ao deixar Jaime livre, não sei responder, mas que a intenção de troca do Regicida pelas filhas, as únicas meninas e pela crença dela, as que ainda estão vivas – tirando o jovem lobo – se torna mais aceitável. Mas em uma guerra, isso pode ser uma sentenção final.

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– O sorteio é aberto para todo o Brasil.

– O resultado sairá ao término da leitura de A Tormenta de Espadas no Café.

PARTICIPE!

Resenha – O Natal de Poirot

“Você queria um ‘assassinato dos bons, violento e cheio de sangue’. Pois esta é a história que escrevi especialmente para você. ”

É assim que a genial Agatha Christie, conhecida como a ‘Rainha do Crime’, ‘Dama do Mistério’ e até mesmo a ‘Deusa do Suspense’, inicia mais uma de suas grandiosas obras, uma das mais sangrentas que a escritora escreveu ao longo da carreira. Confesso para vocês que toda vez que o Natal se aproxima, fico ávido para fazer a releitura deste livro cheio de suspense e emoção do início ao fim.

A história gira em torno do assassinato de Simeon Lee, patriarca da família Lee, morto logo após um jantar com toda a família reunida em pleno dia 24 de dezembro. A descrição de como estava o quarto onde Simeon Lee foi morto mostra a crueldade do crime cometido de forma fria e misteriosa. O assassino tomou cuidados imprescindíveis para não deixar rastros: o quarto da vítima estava trancado por dentro, não existia nenhuma arma que levantasse a hipótese de suicídio e as paredes externas da casa eram lisas, o que não permitia que uma pessoa o escalasse rapidamente.

A partir daí entra em cena o principal detetive da autora, Hercule Poirot, que passava o natal na casa de um amigo na cidade onde ocorreu o crime. Poirot tem um grande desafio em mais este mistério a ser desvendado: todos os personagens envolvidos na trama e que estavam com Simeon Lee naquela noite tinham um motivo para matá-lo. O temperamento da vítima era de um homem egoísta e vingativo, que utilizava da sua influência para explorar as pessoas.

Assim sendo, não bastou para Poirot fazer os interrogatórios com os suspeitos do crime:  foi imprescindível analisar as características psicológicas e analisar as atitudes comportamentais de cada suspeito, com o intuito de se chegar mais rapidamente na solução do crime.

O final é extremamente surpreendente! Poirot mais uma vez explica a resolução do crime de forma magnífica, e resolve um enigma que, se não tivesse as suas investigações poderia nunca ter sido esclarecido, tamanho foi o grau de dificuldade do crime em questão.

Uma obra indispensável aos amantes de romances policiais e para todos aqueles que admiram as obras de Agatha Christie. Uma leitura recomendada para muitos Natais.