Mês do Rock – Análise de Banda: Raimundos

Hoje, temos algo inédito no Poderoso: nossa primeira participação especial!!!

A análise é uma participação especial de Heitor Silveira, uma cara que entende absolutamente sobre tudo que está relacionado ao fascinante mundo do rock. Heitor escreve suas análises críticas sobre bandas e álbuns musicais em seu blog   “Analisando A Música“. Vale a pena dar uma passada por lá depois e  conferir! 🙂

Enfim, chega de tra-lá-lá e vamos ao que interessa!

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Analisando: Raimundos das antigas

Integrantes:

Rodolfo Abrantes (voz e guitarra)
Digão (guitarra e voz)
Canisso (baixo e voz)
Fred Castro (bateria)
Discografia:
1994 – Raimundos
1995 – Lavô Tá Novo
1996 – Cesta Básica
1997 – Lapadas Do Povo
1999 – Só No Forevis
2000 – MTV Ao Vivo
2001 – Éramos 4
A banda se consagrou como uma das maiores no cenário brasileiro de todos os tempos. Contagiou diversas pessoas com sua irreverência, em certos momentos seriedade e sonoridade única.  Após a morte dos integrantes do Mamonas Assassinas em 1995 (sim, o Mamonas apareceu um ano depois), o Raimundos ainda acolheu vários órfãos do finado grupo. Sempre seguindo uma mesma linha, tanto nas composições líricas quanto nos instrumentais, o quarteto com familiares de origem nordestina fez sucesso país afora. Infelizmente, após a saída do vocalista Rodolfo no início de 2001, o conjunto nunca mais foi o mesmo. Na ativa até os dias atuais, a banda comandada agora por Digão não consegue alcançar o patamar atingido anteriormente (tarefa nada fácil, diga-se de passagem). A banda ainda é boa, com músicos de qualidade e trabalhadores. Só que ainda falta aquele algo a mais para impulsioná-los. Mas uma coisa é certa: a formação que iniciou suas atividades oficialmente nos meados dos anos 90 e se desfez no início dos anos 2000 marcou época e deixou um vazio musical em muitas pessoas. Vazio este que talvez só seja preenchido se Rodolfo voltar à banda, algo que muito é improvável. Análise dos cinco primeiros discos de estúdio abaixo.
 
RAIMUNDOS: Início da carreira. O primeiro disco de estúdio do Raimundos já mostrava a essência da banda: peso no instrumental, com fortes influências do hardcore e do hard rock, e letras extremamente escrachadas. Uma particularidade: o grupo fez questão de integrar ao som uma característica singular, que seria o uso de elementos do forró nas faixas. Isso aconteceu porque Rodolfo, principalmente, era fã do músico nordestino forrozeiro Zenílton (que também inspirou várias das composições mais engraçadas). Singles: Puteiro Em João Pessoa, Palhas Do Coqueiro, Nêga Jurema, Bê a Bá, Rapante.
 
LAVÔ TÁ NOVO: Já no segundo álbum, o forró e até mesmo o hardcore são deixados de lado, aparecendo pouco. O hard rock predomina em praticamente todo o CD, fato que foi considerado até como um amadurecimento musical. No quesito letras, nada mudou. A irreverência, as piadas e alfinetadas permanecem do começo ao fim. O hit Eu Quero Ver O Oco é considerado como um dos hinos do rock nacional dos anos 90. Singles: Eu Quero Ver O Oco, Esporrei Na Manivela, I Saw You Saying.
 
CESTA BÁSICA: Aparentemente, um álbum lançado como um “tapa buraco” e também para acalmar e alegrar os fãs e colecionadores. Conta com covers de bandas como Ramones e Clash, além de apresentar versões ao vivo de um dos maiores shows da história da banda: o Hollywood Rock de 1996. Estão presentes no disco apenas três músicas inéditas, sendo que nenhuma delas foi single (Papeau Nuky Doe, A Sua e Infeliz Natal). A peculiaridade foi o lançamento de um VHS com trechos de apresentações e clipes, visto até hoje como uma raridade pelos fãs. Single: Puteiro Em João Pessoa (outra versão).
 
LAPADAS DO POVO: O quarto álbum de estúdio foi gravado nos Estados Unidos e até hoje não se tem certeza do porquê terem saído do Brasil para gravá-lo. O hard rock novamente se faz presente e dessa vez mais pesado do que no álbum Lavô Tá Novo. Em várias faixas, as letras são cantadas em velocidade, dificultando o entendimento. O próprio instrumental muitas vezes impossibilita ouvir com clareza as palavras ditas por Rodolfo, Digão e Canisso. De qualquer forma, o padrão nas composições é mantido e a alegria continua sendo a estampa do grupo. Singles: Andar Na Pedra, Nariz De Doze.
 
SÓ NO FOREVIS: Enfim, o sucesso absoluto. Este disco marca a carreira do conjunto por ter atingido todas as camadas e todos os tipos de público. Além de clipes melhores produzidos, a principal razão do êxito é a influência da música pop, algo que indignou fãs mais radicais do Raimundos. O fato é que os singles tocaram inúmeras vezes nas rádios brasileiras, talvez por conterem menos palavrões e bobagens, mas com a acidez do bom e velho Raimundos. Além dos hits, as outras faixas do CD seguem o mesmo padrão de letras dos outros álbuns, com a diferença de estarem entrelaçadas ao pop. Singles: Mulher De Fases, A Mais Pedida, Pompém, Me Lambe.
Download:

3 comentários em “Mês do Rock – Análise de Banda: Raimundos

  1. Realmente uma das melhores bandas brasileiras, mas que infelizmente morreu com a saída do Rodolfo (na minha opinião). É praticamente impossível achar alguém que não conheça uma música deles, mesmo que não saiba que a música é deles.

    Ótima banda, e com algumas das músicas mais fodas pra regaçar tudo em um show!!

  2. Oi, Rafael. Realmente os caras arrebentavam. Uma pena que tudo que é bom dura pouco.

    Forte abraço.

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