Semana De Cinema – The Dark Knight Rises

Christopher Nolan imensuravelmente criou um universo em torno do Batman que merece mais do que aplausos, merece respeito e a eternidade. Não tenho a pretensão de dizer que essa é a versão definitiva e que nada de melhor poderá ser realizado, mas tenho a convicção de que essa trilogia será lembrada por vários anos e que na minha, humilde opinião, Batman Begins, Dark Knight e Dark Knight Rises é uma obra que quase atinge a perfeição. Um Batman mais humano e realista sem dúvida nos foi apresentado, um Batman que tem muito a ver com tudo que existe nos quadrinhos e que, mesmo assim, pode ser visto como inédito também percebemos aqui, o que ajuda a acolher vários novos fãs.

Em Dark Knight podemos perceber um filme dividido em 3 partes: apresentação da Máfia e o Morcegão desbaratando os planos dela (com as aparições do Curinga); O Curinga botando para quebrar e querendo violentamente instaurar o caos; a aparição perfeitamente louca, dúbia e dicotômica do Duas Caras. Em Dark Knight podemos perceber o filme dividido em 2 partes: quando o Batman reaparece e percorre um caminho DIRETO para sua queda; logo depois somos encaminhados para o ressurgimento resoluto, competente, incontestável e praticamente final do vigilante supremo de Gotham. O filme logo de cara nos apresenta um vilão bem diferente do palhaço do crime e agente do caos que foi o Curinga, mas que possui a motivação inicial de Ra’s Al Ghul (durante o filme isso é justificado). Bane não toca simplesmente o terror na cidade, ele quer também destruir o modo de vida da maior cidade do país. Defende que a lei vigente foi construída baseada em uma mentira e que os cidadãos merecem uma oportunidade de recriar a própria sociedade, só que JUNTOS, entre ladrões, ricos e pobres. O mascarado do mal quebra o mascarado do bem e intima a sociedade a encarar a própria destruição.

A relação entre quadrinhos e filme está sugestivamente bem trabalhada, o que consegue assegurar, um enredo convincente, que agrega realidade ao universo criado e que constrói um Bane que nos lembra MUITO o vilão que quebrou o Morcegão. Durante o filme a história do vilão nos faz crer que existe uma fidelidade fantástica com sua origem nas HQs – tirando o fato de Bane ser confinado, desde o nascimento, em Santa Prisca (uma ilha ficcional na região do Caribe) e não em um poço -. Mas algo que foi IDÊNTICO, foi a cena em que Bane quebra o Batman, levantando-o e soltando para ter as costas “quebradas” no joelho. O que veio antes e depois, ligando quadrinhos ao cinema, não tinha tanto peso.

O filme é um exemplo a ser seguido, em vários aspectos: a argumentação é, no que mais importa, sem falhas; a direção é espetacularmente eficiente e extremamente convincente (SIM, é melhor do que os Batmen de Tim Burton e INFINITAMENTE melhor do que Batman Forever e Batman e Robin); a trilha sonora e até mesmo nos momentos sem ela – o adeus de Alfred e a 1ª luta entre Batman e Bane -, dão personalidade ao que está acontecendo e existem várias cenas memoráveis e falas antológicas – “A VITÓRIA DERROTOU VOCÊ” -. Tudo muito bem acertado para essa finalização de uma trilogia que tem TUDO para se perpetuar, tanto na história do cinema quanto na história de filmes de heróis. Rises transita formidavelmente por entre os dois outros filmes, reencontra personagens em lembranças pontuais e explica as motivações e surgimento daquilo que concretiza os 3 filmes em uma enorme e ÚNICA história. Rises consegue ser melhor do que o melhor filme do Batman já feito. É o melhor dos 3.

Sobre a mulher gato, tenho a dizer que a escolha da atriz foi MESMO acertada, pois na 1ª cena entre ela e Christian “Bruce Wayne” Bale, a mudança de olhar e aquele sorriso “ops”, foi… UAU, sem se esquecer de que ela fica muito bem em cima do Batpod.

Não posso esquecer, também, de mencionar que por duas vezes eu quase chorei: no momento da despedida do Alfred (nos quadrinhos houve algo parecidíssimo) e quando o Batman foi apunhalado pelas costas (eu vi, na 1ª vez que assisti, lágrimas nos olhos dele), quase dando a acreditar que nada do que ele fez até então valeu a pena e era como se a vida fosse uma enorme ilusão onde o bem não existe.

É por isso que acredito que o Batman é um herói como poucos. Nolan nos apresentou um herói que não perde sua humanidade. É difícil de imaginar o Homem de Ferro com lágrimas nos olhos, por exemplo. Salvar Gotham está acima do que ele quer para ele mesmo e está em condições de fazer. É o sacrifício, é dar o último sinal de saúde para uma causa que parece perdida. Esse é o Batman que Nolan trouxe às telas. É impossível assistir a essa trilogia e não pensar no que você pode fazer para mudar alguma coisa. E é isso que faz um super herói.

Semana de Cinema – Jogos Vorazes

Depois de ler a trilogia de Jogos Vorazes (tem resenha aqui, aqui e aqui) eu queria muito ver o filme porque, assim como Harry Potter, o livro exigiu uma quantidade considerável de imaginação. E, diferente de Harry Potter, eu queria ver como eles mostrariam as pessoas morrendo logo no começo.

Então assisti o filme com certa expectativa contida.

Gostei muito de como o filme foi fiel ao livro (que acho que é a coisa mais importante quando o filme é inspirado em um livro, acredito) . Eu não quis reler o livro para ver o filme mas tudo o que eu lembrava – e achava importante – estava na tela. Eu reclamei que achei Katniss chatinha nos livros e queria ver se isso seria traduzido no roteiro. Não foi. Como o livro é narrado em primeira pessoa, temos um assento especial às chatices de Katniss, mas o filme amenizou isso tudo e fez com que ela ficasse…chata no normal.

Jennifer Lawrence foi uma boa escolha. Atriz relativamente desconhecida, mas já indicada ao Oscar, ela tem o tipo de beleza que não se vê sempre em Hollywood: a mulher que não é linda (e super maquiada) sob todos os ângulos. E Lawrence não parece se importar com isso. Ela tem talento para nos apresentar uma Katniss leve, preocupada, irritada e fechada em si mesma – tudo ao mesmo tempo.

As escolhas para Peeta e Gale são irrelevantes, acredito. Aparecem pouco e, sejamos sinceros, foram escalados mais pelo apelo às jovens do que um real talento dramático. Mas vamos dar um desconto porque o foco do primeiro livro e filme realmente é Katniss e não tanto os dois. Acho que o segundo e, principalmente, o terceiro filme exigirão mais dos dois.

Já Woody Harrelson e Stanley Tucci poderiam estar em todos os filmes. No mundo todo. Em qualquer língua. Desde sempre. Eles são ótimos quer o roteiro exija isso ou não. Duas adições sensacionais ao elenco. Uma jogada de gênio, realmente. Sem falar de Donald Sutherland que aparece por um total de 5 minutos mas rouba a cena todas as vezes. Essa mistura de atores renomados com atores desconhecidos deu ao filme um tom menos juvenil e mais adulto (e interessante).

Recomendo o filme e minhas expectativas já estão mais elevadas para o segundo que só deve começar a ser rodado em 2013.

Semana De Cinema – Os Mercenários 1 & 2

Eis um filme com alto índice de testosterona no ar, filme para macho, filme para homens resgatarem os anos de brutalidade perdida, filme para galera aprender a como fazer filme de porrada, filme para resgatar o gênero Ação e Aventura em sua essência máxima, filme para tirar do ostracismo astros dos anos 80. Eis algumas denominações cabíveis para designar Os Mercenários 1 e 2 (que estreia esse fim de semana).

Sylvester Stallone convoca a patota toda dos filmes que prevaleceram nos nostálgicos anos 80 e 90 para resgatar uma fórmula que fazia sentido e funcionava plenamente. Fazia sentido pelo fato de que o ideal macho sempre foi concebido dessa maneira – homens saindo na porrada, atirando contra todos os inimigos e salvando a mocinha – mas hoje em dia talvez não, e funcionava plenamente pois se lembrarmos bem, os protagonistas daquela época eram BEM diferentes dos protagonistas dessa presente época – músculos, lutas, ira contra a vilania e MUITA bala. Posso dizer que muitos filmes atuais, em estilos diferentes, são reinvenções (funcionais ou não) de filmes antigos, mas Os Mercenários tem algo a mais. Além de uma reunião de velhos e não mais atuais heróis de filmes de ação, Mercenários é também uma desforra generalizada do que significa ser macho ou BRUTO. Não que as mulheres que assistem tal tipo de filme prefiram tal significação, mas os principais atores de hoje em dia, são SIM um bocado “retraídos” e até “afetados”. O que há de melhor no contexto cinematográfico em filmes de porrada e aventura está aqui. Se algum ator, consagrado, das antigas, estava faltando, alguns deles foram convocados para participar do segundo. Chuck Norris e Jean Claude Van Damme aparecem e as participações de Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis são maiores. Faltou mais alguém? Bom, podemos contar aqui o Mel Gibson, Harrison Ford, Jackie Chan, Wesley Snipes, Steven Seagal, Clint Eastwood, Michael Dudikoff (America Ninja), Kurt Russel, Chistopher Lambert (Highlander) , Liam Neeson, mas todos esses, pode ser querer DEMAIS (quem sabe alguns estarão no 3º).

A história do filme gira em torno de um grupo de mercenários que recebem uma bela proposta financeira (é isso que os mercenários fazem não é?)para destruir um ditador de um pequeno país. Inicialmente tal proposta iria para um grupo rival, mas em um encontro dentro de uma Igreja – o que é genial, pois quem imaginaria 3 valentões discutindo massacre dentro de um lugar religioso – onde um sujeito chamado Sr. Church (convenhamos que foi legal isso) acerta quem irá realizar a façanha de destruir um pequeno exército tirânico. Depois de fazer o reconhecimento do local e dar de cara com a mocinha, Stallone fica em crise se aceita o trabalho ou não, mas o fato é o seguinte, a bela rebelde que luta contra a opressão precisa do herói destemido capaz de salva-la (M A R A V I L H A). Um dos integrantes dentre os Mercenários (o gigante Dolph Lundgren) no inicio de filme, em um outra missão, dá tilt e quase mata um dos seus amigos, afastado, vai até a galera do ditador (que é apunhalado pelas costas pelos comparsas americanos que querem se aproveitar do pequeno país, logo quando esse se sente o chefão) e ajuda em uma emboscada contra os seus, outrora, companheiros, mas o líder do grupo (Stallone) sai ileso, junto com o chinês expert em artes marciais (Jet Li). O doidão então pede desculpas pelo surto e conta que uma encrenca os aguarda. Pronto enredo finalizado, história criada e agora é só partir para pancadaria e isso é feito com primazia e excelente trabalho dos dublês. Em tal filme temos campeões de luta MESMO. Jet Li é mestre em Kung Fu, Dolph Lundgren é mestre em Karatê e Randy Couture é campeão de M.M.A, Jason Statham já lutou profissionalmente e Steve Austin foi lutador de Wrestling, precisa de mais? Creio que já é o suficiente.

Bom, na verdade estou enganado, pois no 2º temos o MASTER “Último Dragão Branco” and “Kickboxer” Van Damme e Chuck Norris (campeão de Karatê e que já lutou contra Bruce Lee…) que verei com absoluta certeza. Aguardemos ansiosamente.

O 1º filme vale muito a pena, não somente como entretenimento ou farra 80tista, mas também para enfatizar que o cinema pode trabalhar legal alguns enredos desprovidos de uma realidade enfática. Filmes de ação são para PROPORCIONAR ação e aventura à quem gosta e um contexto cheio de explosões, tiroteio com garantia de alvo certo, porrada com altas coreografias é o que mais interessa.

Semana De Cinema – Carros 1 & 2

Animações, estilo que tem trazido gratas surpresas para o cinema e tem construído, em mim, um apreciador absurdamente interessado. Gostei muito de Procurando Nemo, Os Incríveis e logo em seguida fui apresentado à animação que mexe comigo TODAS as vezes que assisto: CARROS.

Carros não tem uma história fabulosamente diferenciada, com motivos e argumentos fantasticamente merecedores de um Oscar, mas a fórmula utilizada, que trabalha uma condição de “moral de história”, mesmo que já trabalhada diversas vezes, funciona de forma primorosa nesse conto onde automóveis encenam condições de natureza humana.

A animação conta a história de Relâmpago McQueen, um carro esportivo estreante, cheio de marra e que é a sensação do momento na maior competição de corrida do país, uma corrida no estilo das “500 Milhas de Indianápolis”, mas sem os carros de fórmula Indy. McQueen disputa, diretamente, o campeonato com dois outros carros: Rei e Chick, o eterno vencedor e o eterno 2º lugar. Durante o que deveria ser a última disputa pelo título da Taça Pistão, os três chegam juntos no final. Mais por arrogância do novato do que pela corrida favorita dos outros dois. Uma outra corrida é marcada, só entre os três, uma semana depois e do outro lado do país. McQueen decide rumar rápido para a California, com a intenção de chegar antes dos outros competidores e começar a “flertar” com a equipe mais valorosa e conhecida do meio automobilístico, mas se perde pelo caminho, acaba acompanhando o velho caminho da Rota 66 e chega em Radiator Springs, uma pequenina e pacata cidade, com humildes e carismáticos moradores. Dentre eles, tipos peculiares que valorizam certos costumes e pontuam características evidentes que ajudam nosso protagonista a mudar seu gênio irresponsável e orgulhoso.

Um dos personagens mais emblemáticos que assistimos aqui é o Mate, um velho guincho que se torna o melhor amigo do Relâmpago e que é um dos maiores responsáveis por sua mudança de personalidade. Temos Sally e Doc Hudson, que diretamente influenciam também, pois Sally se torna o interesse romântico e o mostra mais sobre a vida do que o glamour das vitórias e celebridades e Doc ensina que vencer tem um preço, que um dia você não estará no auge e que teu valor poder ser completamente perdido. Os outros personagens demonstram que amizade, companheirismo, caráter, humildade e respeito não dependem ou são influenciados por diferença, mas tudo isso importa quando se quer ser uma pessoa vencedora e melhor.

Carros termina de forma óbvia sim, mas de uma forma muito agradável e gostosa de se assistir (já assisti ao filme mais de 10 vezes)e a moral da história funciona de forma primorosa, pelo menos para mim.

O 2º filme já acontece mais para ir na esteira do sucesso do 1º do que para ensinar algo. Apesar de focar nos ideais de amizade e confiança, o filme funciona mais como um entretenimento para se passar um tempo com ‘animação’ e mostrar como a evolução de ‘animações’ fica evidente a cada criação a Pixar.

Nessa continuação, Mate se torna o protagonista e mostra, de todas as maneiras, como ele é leal aos seus amigos, de uma forma ingênua e até boba as vezes, mas esse é o Mate, que desconhece as consequências dos teus atos as vezes, mas que nunca faz algo sem tentar fazer o bem.

Animações parecem ser destinadas ao público infantil, por serem desenhos, mas eu caracterizo todo esse universo mais como uma pedida de desenhos para adultos, pois não tem um traço especificamente infantil, mas sim todo um trabalho capaz de fazer adultos suspirarem, refletirem e emocionarem. Animações assim fazem adultos resgatarem muito do que se perde com os anos.

Semana de Cinema – Um homem sério

“Um homem sério” conta a história de Larry Gopnik – professor judeu que está passando por uma fase complicada de sua vida. Enquanto espera para receber uma promoção no trabalho, ele recebe uma propina de um aluno sul – coreano que não pode bombar e que o acusa de difamação quando ele explica que não pode aceitar subornos. Além disso, o Conselho da Faculdade começa a receber cartas anônimas retratando atitudes imorais dele. Seu filho é perseguido por um bully e o ignora completamente – a menos que precise de alguém para arrumar a antena para que ele possa ver seu programa preferido. Seu vizinho está construindo uma garagem para seu barco ultrapassando os limites de propriedade. Seu tio mora com eles e passa horas no banheiro drenando um cisto. Ah…e sua esposa quer o divórcio para poder se casar com o amante. Amante esse que o trata como amigo de infância e opina em todos os passos da separação. É o suficiente para enlouquecer qualquer cristão. Ou judeu.

Por ser professor de física, Larry acredita que para cada ação há uma reação e passa o tempo todo tentando entender como tudo isso aconteceu com ele. O humor é negro…até demais.

Larry é um homem de fala mansa, que usa calças curtas e mal consegue responder quando alguém o incomoda terrivelmente. Ele tenta pedir conselho ao seu Rabino mas tem que se encontrar com o Rabino Júnior e ouvir que tudo é uma questão de perspectiva – de encontrar as vontades de Deus no que lhe acontece. Afinal, “o patrão pode estar errado mas ele continua sendo o patrão”.

O filme é, essencialmente, uma sátira dos costumes judaicos que não temos encrustado em nossa sociedade como ocorre nos Estados Unidos. De qualquer forma, é possível entender os questionamentos e os caminhos que Larry segue, sem problema algum. Mas isso pode tirar o humor de cenas engraçadas para algumas pessoas.

“Poderia um homem sério simplesmente desaparecer?”

A segunda parte do filme trata de um Larry que tenta sair do molde mas é difícil. Seus costumes e seu cotidiano já entraram em um ciclo que parece vicioso. O filme é a história de um homem que vê sua vida entrar em um caos completo e ainda assim tenta fazer o que é certo da maneira certa.

E vamos falar de Michael Stuhlbarg? Ator relativamente desconhecido, basicamente entregou uma das melhores performances que já vi em um filme dos Coen. Destruído e ainda simpático. Acabado mas afável. Não é fácil transmitir tudo isso enquanto sua personagem está dizendo que sua filha não vai fazer uma plástica no nariz.

Essa mistura toda não seria muito engraçado, mas nas mãos dos irmãos Coen é difícil algo sair da marca. Recomendo para quem quer ver algo mais diferenciado do que diferente.

Resenha – Botinada, a Origem do Punk no Brasil

BotinadaVocê sabe o que foi o movimento punk? Não? Então pode ficar tranquilo, pois neste assunto você faz parte do grupo conhecido como “imensa maioria”. Grupo este que inclui, inclusive, muita gente que fez parte do “movimento” e nem sabia o que estava fazendo ali.

Botinada é um documentário, feito pelo brasileiro Gastão Moreira, que responde esta e outras questões pelo lado brasileiro (e principalmente paulista) da história. Com base em entrevistas com figuras marcantes da época e imagens de shows (ou brigas), o diretor conseguiu contar perfeitamente a história do punk brasileiro, sem nunca julgar ou tentar atribuir mais valor do que o movimento realmente teve.

Os depoimentos são sinceros, abertos e mostram com uma riqueza marcante de detalhes o que aconteceu no período do final dos anos 70 e início dos 80, entre São Paulo, ABC Paulista e Brasília, e que ficou conhecido como o movimento punk brasileiro. A música está lá o tempo inteiro, a política faz algumas participações, mas o espírito original do punk pode ser visto em todos os depoimentos e nas falas dos entrevistados: contra tudo e contra todos. A rebeldia contra a forma como as coisas funcionavam era uma das poucas características em comum entre os que viveram a época.

Para quem conhece bandas punk clássicas brasileiras, assistir ao documentário é sentir-se em casa. Estão lá Inocentes, Olho Seco, Cólera, Ratos de Porão e todos os que deram início à tradição, representados pelos seus principais integrantes. Para quem não conhece, é interessante destruir alguns preconceitos (e confesso, confirmar alguns) ao conhecer as pessoas por trás de um “movimento” que foi sempre apresentado pelos meios de comunicação em imagens superficiais.

Botinada só não deve ser recomendável para quem não suporta o punk rock, que é obviamente a trilha sonora do documentário inteiro. Para todos os outros que se interessam por esta história, pelo rock, pela música no Brasil e por histórias reais diferentes do que se vê no dia a dia, podem mergulhar.

Café Do Poderoso – Arya/Samuel

Vamos falar hoje sobre os capítulos de Arya (pág.176) e Samuel (pág.183)

Paty

Arya

É…manter a lista de inimigos na ponta da língua é importante. Seria um excelente momento para ela chamar Jaqen de volta. =/ Capítulo deprimente. Eu ainda acho que Arya terá um futuro excelente…mas tá demorando demais.

Samuel

Oh, Sam. Gosto muito do Sam e toda sua inocência. Eu sempre acabo com uma quedinha pelo subestimado.

A batalha parece ter sido épica. E ver os homens da Patrulha quase se sacrificando para ajudar Sam é algo muito bom. Eu não esperava isso, apesar de Sam achar que eles são amigos. Já sabemos que isso é sempre subjetivo com George Martin. Bom capítulo….os Outros estão ficando mais ousados.

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Ragner

Arya

Nossa querida heroína está entre conhecidos, está “quente e seca”, sua crença de rever teu lar, as pessoas quem ama e quem confia, só aumenta. Mas a guerra mudou os rumos da história, amigos se tornam conhecidos, aliados mudaram de lado ou simplesmente deixaram de continuar juntos. A pessoa a quem confiara a identidade, agora não era mais homem de seu pai, era um homem do povo e isso pode mudar as intenções principais dela.

Samuel

Sam está em fuga, reclama de sua incapacidade, de sua horripilante covardia, mas continua tentando viver. Ele se recorda dos momentos em que se seguiram ao som do berrante, de toda a movimentação, da investida dos Outros, da tentativa de defesa e combate e das várias mensagens que escreveu para serem enviadas com os corvos. Quando por um momento desiste de tudo, companheiros aparecem e o que parecia o fim, se mostrou uma nova chance e aqui Sam não é apenas um gordo indefeso.  ______________________________________________________________________________________________ QUER GANHAR O 4o LIVRO DA SÉRIE?

O Poderoso começa hoje o sorteio do 4o livro da série – Festim dos Corvos.

Todos os participantes do Café serão inscritos no sorteio dentro das regras abaixo:

– O participante deve comentar no Café e ler o livro com a gente

– Curtir nossa página no Facebook.

– Cada comentário gera uma inscrição. Quanto mais você comentar, mais chances você tem de ganhar.

– Não há custo algum de envio para o vencedor.

– O sorteio é aberto para todo o Brasil.

– O resultado sairá na metade da leitura de A Tormenta de Espadas no Café – na página 422.

Ao final do capítulo sobre o Bran. PARTICIPE!