Domingo dos Quadrinhos – Maurício de Sousa por 50 Novos Artistas

Maurício de Sousa por 50 Novos ArtistasMaurício de Sousa é o quadrinista mais conhecido do Brasil e responsável por personagens reconhecidos em diversos lugares do mundo (em menor grau do que por aqui, obviamente). O alcance da sua obra é inquestionável e impressionante.

Em 2011, a Panini lançou o terceiro volume de uma série que buscou homenagear os 50 anos de carreira de Maurício, com artistas recriando os personagens clássicos da Turma da Mônica. Foram convidados 50 artistas, desde totais desconhecidos em início de carreira a nomes já um tanto conhecidos entre entusiastas dos quadrinhos, como Mike Deodato Jr., Adão Iturrusgarai, Daniel HDR, Luke Ross, entre outros.

Algumas histórias agradam pela bela arte, outras divertem pela perspectiva alternativa sobre os personagens, outras ainda dão uma certa saudade do traço original, como seria de se esperar em uma coletânea deste tamanho. Mas, de modo geral, os artistas foram muito bem escolhidos e o nível se mantém entre as histórias.

Pessoalmente, algumas histórias me agradaram muito mais do que outras. Mas prefiro que interessados formem sua própria opinião sobre isso. Para quem gosta da Turma da Mônica ou de quadrinhos em geral, esta é uma HQ para ter, ler com atenção e de vez em quando dar mais uma olhadinha. Boa ideia e boa execução.

 

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Café Do Poderoso – Jon/Daenerys

Vamos falar hoje sobre os capítulos de Jon (pág. 273), Daenerys (pág. 282)

Paty

Jon

Bom, já sabíamos que ele e Ygritte engatariam um romance, era uma questão de tempo. Mas me admira que alguém tão jovem tenha uma consciência tão clara. Sinais claro de ser filho de Ned. Mas acho que aos poucos ele vai se convencer de que esse papel é o que vai representar por muito tempo e acabar confundindo a realidade com o que ele acha que acontece. É o que me parece….aguardemos.

Daenerys

Dany me lembrou Don Corleone com o “nunca me questione na frente de estranhos.”

Mas uau!!! Dany está se tornando uma Rainha e tanto. Esse é o tipo de decisão que exige preparo, maturidade e inteligência e não acho que a Dany que conhecemos no primeiro livro poderia ter sequer pensado em algo assim. Excelente! Mal posso esperar para ela chegar a Westeros.

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Ragner

Jon

Nosso lobo solitário vive em constante discussão sobre seus votos, sua missão e convicção, sua obrigação e intenção. Medindo e analisando tudo. Por ser um informante necessário e conhecedor da Muralha, não sei ainda qual a verdadeira crença ou descrença de Mance por ele, mas Jon pesa muito suas palavras sobre as configurações da Patrulha.

Mas o que é mais legal disso tudo, quando ele não está perto do Rei-pra-lá-da-muralha, são as cenas dele com a Ygritte. Eu gosto dela e tudo entre ele deveria continuar viu. Opinião minha.

Daenerys

Dany me assustou nessa. Não acreditava mesmo que ela entregaria Drogon, mas suas ações, cheias de certezas e decididas, me deixou apreensivo até o final do capítulo. Sua jogada foi audaciosa e até ser concluída, eu tentei imaginar se era possível outras possibilidades, mas não consegui pensar em nada diferente a não ser matar todos.

A Rainha está crescendo em TODOS os aspectos e estou gostando MUITO disso.

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QUER GANHAR O 4o LIVRO DA SÉRIE?

O Poderoso começa hoje o sorteio do 4o livro da série – Festim dos Corvos.

Todos os participantes do Café serão inscritos no sorteio dentro das regras abaixo:

– O participante deve comentar no Café e ler o livro com a gente

– Curtir nossa página no Facebook.

– Cada comentário gera uma inscrição. Quanto mais você comentar, mais chances você tem de ganhar.

– Não há custo algum de envio para o vencedor.

– O sorteio é aberto para todo o Brasil.

– O resultado sairá na metade da leitura de A Tormenta de Espadas no Café – na página 422.

Ao final do capítulo sobre o Bran. PARTICIPE!

Semana de Cinema – Black

Hoje é dia de falar um pouquinho sobre o consagrado filme Black.

Black trata-se de um longa-metragem produzido na Índia durante o ano de 2005 e foi inspirado na vida da escritora Helen Keller, que ficou surda e muda por conta de uma doença cerebral conhecida como “febre cerebral”. Entretanto, a deficiência não impediu que Keller se tornasse uma célebre escritora e conferencista conhecida no mundo todo.

O longa tem como personagem principal Michelle (Rani Mukherjee), uma garota que nasceu surda e cega e foi tratada de forma desumana pelos pais. Durante vários anos de sua vida, Michelle sofreu diversos tipos de torturas, tanto no caráter físico quanto no emocional. Seu pai mostrava ter um desequilíbrio psicológico impressionante por conta da falta de paciência demonstrada com a própria filha, que era defendida de forma contundente pela mãe. Para piorar as coisas, acontece algo que complica ainda mais a vida de Michelle: o nascimento de sua irmã mais nova, Sara (Nandana Sen), aumenta ainda mais as dificuldades presentes no relacionamento entre ela e os pais. Com o intuito de procurar uma maneira para Michelle se desenvolver, seus pais procuram uma escola especialista na educação de crianças cegas e surdas com a esperança de Michelle melhorar sua situação. E é nesse momento que entra na vida da garota uma pessoa importantíssima e fundamental em sua vida: o professor Debraj Sahai (Amitabh Bachchan), que possui a dura missão de ajudar Michelle, que até então não tinha um contato social presente e ativo com a sociedade no qual ela convivia.

O filme, mais do que um simples longa-metragem premiado, é uma lição para a sociedade capitalista, que por conta do sistema econômico dominante acaba tornando os indivíduos mais individualistas, sem a propagação do pensamento proporcionado pela filantropia no que se refere em “ajudar o próximo”. O filme é uma reflexão, por meio dele abrimos várias questões psicológicas como: o que eu posso fazer para ajudar quem precisa? Como eu posso contribuir de forma positiva com a sociedade? O que eu posso fazer para melhorar o mundo? ‘Black’ abre estas questões críticas ao indivíduo por meio da convivência entre o professor Debraj e sua discípula Michele, e mostra por meio de uma abordagem interessantíssima como a relação entre aluno-professor pode ser benéfica e enriquecida com um aprendizado positivo para ambos os lados.

Ainda pode-se dizer que o longa-metragem serve de alerta aos pais em geral, para que procurem dar a devida e máxima atenção e educação aos seus primogênitos, independente da condição física e psicológica dos mesmos. ‘Black’ mostra que, por meio de uma educação bem-feita e continuada, unida ao carinho e afeto, pode-se conseguir que pessoas se desenvolvam e possam conviver em total harmonia com a sociedade, independente de terem uma deficiência ou não.

‘Black’ é um filme que mostra ao indivíduo a importância da ajuda ao próximo e da educação para crianças especiais. Premiadíssimo, o longa ganhou o IIFA e o Zee Cine Awards para a categoria de melhor atriz (Rani Mukherjee). E no 51º Annual Filmfare Awards de 2006 ganhou nas categorias de melhor diretor, filme, ator (Amitabh Bachchan) e atriz (Rani Mukherjee), eleitos tanto pelo público como pela crítica.

5 às 5ªs – Filmes originados de livros

Durante a semana de cinema, minha intenção é postar, nessa nossa 5ª dedicada à listas, alguns MUITO BONS filmes que foram roteirizados a partir de livros já consagrados. Filmes que, acredito, não distorceram muito o enredo do livro e que servem como uma excelente diversão e indicação de que se pode ler algo muito bom, pois se o filme é bom, acredite, o livro pode ser melhor ainda.

1 – Silêncio Dos Inocentes: esse filme foi assistido incessantemente durante um bom ano (anos na verdade) em minha adolescência. Muitas das minhas tardes eram regadas pela beleza da Jodie Foster e pelo perfeccionismo do sempre muito bom, Anthony (Odin) Hopkins. Ainda não li o livro, nem os outros que completam uma trilogia, mas acredito que todo o ar de suspense e apreensão estão descritos de forma fabulosa. Foster é uma agente do FBI que tem a incumbência de capturar um Serial Killer que mata mulheres (retirando suas peles, com a intenção de criar uma “roupa” de “pele” para ele, já que se sente insatisfeito com a sua), tal psicopata acaba de sequestrar a filha de uma senadora dos Estados Unidos (eis a maior importância por trás do envolvimento do FBI) e para ajudar a agente a traçar o perfil do criminoso, ela passa a visitar e entrevistar um outro psicopata extremamente perigoso, inteligente, refinado e, ainda por cima, canibal. O filme possui diversas cenas tensas e mesmo não sendo a mais tensa, a cena inicial já dita MUITO BEM o ritmo de tudo que viria a seguir. Fotografia, música, caracterização estão de parabéns.

2 – A Firma: um dos motivos de assistir à esse filme não foi pelo fato do Tom Cruise ser protagonista (sou assumidamente fã do cara), eu tinha lido o livro antes e já imaginava várias cenas com os diversos contextos, já tinha tudo muito bem planejado e “filmado” em minha cabeça. Não me decepcionei. Um advogado que acaba de se formar consegue um trabalho em um grande e poderosa firma, mas o que parecia o trabalho dos sonhos, vai se tornando um pesadelo entre mafiosos e paraísos fiscais. A intriga construída em volta de sua vida é algo que mais me chamou atenção no livro e gostei de como tudo foi passado para a telona. A Firma é um livro inteligente e muito bem escrito. O filme é bem dirigido, os atores constroem os personagens de forma convincente e, mesmo tendo alguns retoques, vale muito a pena.

3 – Caçada Ao Outubro Vermelho: fantástico filme que retrata maravilhosamente bem o contexto da Guerra Fria que assolava os ânimos Norte Americanos e Soviéticos. Já assisti a esse filme algumas vezes na sessão da tarde em meados dos anos 1990 e ficava abismado mega interessado em todo aquele enredo de ação e aventura. A 1º vez que assisti foi alugando um VHS e depois repeti a dose algumas vezes pela tv. Um dos motivos era Sean Connery (o eterno 007), sempre fui fã dele e, entre outras razões: toda a atmosfera de guerra e conspiração também me chamaram a atenção. A história conta momentos da vida de marinheiros russos a bordo do submarino mais avançado que já existiu durante um exercício em alto mar, mas o que parte da tripulação não sabe, é que o Capitão (Connery) quer desertar, indo contrário às ordens de Moscou. Existe também um sabotador a bordo, o que trás mais intriga à história. Imagino como deve ser viver e trabalhar em um submarino. O livro descreve muito bem o contexto de batalha naval, intrigas governamentais e a honra que existe em homens que lutam pela liberdade. O filme retrata maravilhosamente isso tudo.

4 – Anjos E Demônios: trabalhava ainda na Livraria Leitura e todos os que lá trabalhavam, puderam escolher dois livros da outrora Editora Sextante (hoje Arqueiro). Escolhi Anjos e Demônios e outro que não li até hoje. Gostei demais dele, foi o 1º que li do Dan Brown e fiquei muito empolgado com a forma com que ele constrói o enredo e a trama da história, suas específicas condições existenciais de fato ou mesmo as criadas. O filme saiu logo em seguida e agradei muito de como ele foi roteirizado. Mesmo que a história, no filme, passe depois de O Código Da Vinci (o livro foi escrito antes) e particularidade são modificadas sobre algumas mortes, foi passado aquele ar de conspiração e radicalismo que o livro pretende.

5 – Caçador De Pipasesse é um exemplo em que assisti ao filme antes de ler o livro e não me arrependo, pois o contexto, quase que em sua totalidade, se manteve leal e impactante quando foi roteirizado e transformado em película pela 7ª arte. As emoções estão bem trabalhadas, mantidas e explícitas, o que é muito bom, pois quando lemos, temos nossa própria maneira de interpretar aquilo que está escrito e quando o filme é bem feito, podemos satisfazer nossas intenções ao reparar que aquilo que imaginávamos, está conservado. Muitos poderia dizer que fui influenciado pelo filme e quando fui ler, já tinha tudo construído, mas, salvo raríssimas exceções, minhas pretensões foram mantidas a risca.

Semana de Cinema – Sem Limites

Esse filme me interessou demais da conta pela evidente premissa de que um literato pode chegar ao ápice de suas possibilidades e também pela maneira que a história se desenvolve a partir dai. De cara já fui mega entusiasmado a procura do filme. Sem Limites pareceu muito propenso a me proporcionar o que mais me chama a atenção no momento, que é o desejo de ser escritor.

A trama começa com um desanimado autor – Eddie Morra – que se vê, sem a namorada e também, sem qualquer criatividade capaz de acrescentar enredo nas folhas em branco que está a sua frente. Ao encontrar um ex-cunhado, tem a possibilidade de experimentar uma droga experimental (!!!) capaz de elevar a capacidade cerebral à níveis jamais antes vistos, claro que todo o ar de “droga” que existe na conversa, o deixa meio que de pé atrás, mas depois, ao se ver quase que no fundo do poço, sem ter mais o que perder, decide tomar a pílula e descobre um mundo COMPLETAMENTE novo. Tudo à sua volta fica claro, se torna óbvio, e ridiculamente fácil.

Com o tempo vai ganhando confiança e percebe que pode aprender tudo (línguas aprende só de ouvir), saber tudo (lendo uma única vez) e enfrentar à todos (se defende recordando filmes de artes marcias), a ponto de se sentir invencível. Um erro que todo viciado comete quando se esquece dos perigos que a droga, que consome, pode oferecer. Um efeito colateral deveras prejudicial e mortal, ronda aqueles que já “testaram” a tal droga e Morra, além disso, tem que enfrentar alguns mal elementos que passam pela sua vida.

Sua caminhada meteórica ao topo do mundo encontra pelo caminho parceiros nada leais, mafiosos inescrupulosos e criminosos violentos. De um escritor medíocre, que entrega em poucos horas metade do que pode ser uma excelente obra, segue como um fantástico investidor no mercado de ações e conhece pessoas influentes e poderosas. Seu mundo agora parece não ter mais limite, até se ver envolvido com quem não devia e observar sua vida, maravilhosa, indo pelo ralo. Mas sua inteligência não serve apenas como um fio condutor só para gerenciar o sucesso, serve também para assegurar um entendimento de tudo que está de errado e de como é possível dar a volta em todos os problemas.

Nada está perdido para aquele que possui todos os recursos.

O filme possui vários conceitos organizacionais e de desenvolvimento pessoal também, o que o torna mais verossímil na busca pela perfeição ou excelência. A 1ª coisa que o protagonista faz, é deixar tudo a sua volta organizado, limpo e descarta aquilo que não é importante. Preserva as prioridades, foca no que é importante e se concentra naquilo que faz a diferença. Simples assim.

Semana de Cinema – Ratatouille

Mais uma animação para alegrar essas nossas semanas de cinema aqui no Poderoso. Amo animações e dessa vez escrevo sobre minha 2ª favorita.

Acompanhamos a história de um ratinho com gostos e desejos comportamentais completamente dissociado da ninhada da qual faz parte. Que é capaz de compreender a essência do mundo culinário, melhor do que o próprio ser humano e que vive tentando ser respeitado em sua particularidade e excentricidade. Esse é o fio condutor dessa animada animação (!!!) que é dos mesmos criadores de Carros e Os Incríveis.

Remy (o rato) se perde dos seus e, pelo esgoto, chega à Paris, cidade Luz, cheia de referencias culturais e culinárias. Ele é um completo estranho no ninho, pois, além de ser um RATO, é do interior e Paris NÃO é uma cidade qualquer. Ao se deparar com a imensidão à sua frente, fica empolgado com tudo o que vê, ainda mais quando se percebe em um restaurante, O restaurante do seu ídolo maior Auguste Gusteau.

Se escondendo dos humanos e passeando pela cozinha do lugar, Remy conhece Linguini, um rapaz que começa a trabalhar no restaurante como ajudante e desse encontro, surge uma parceria capaz de criar um cozinheiro espetacular e cheio de criatividade. Linguini, sendo conduzido como marionete pelo rato mais que competente, vai ganhando prestígio, sem que as outras pessoas percebam a verdade entre os dois. Com o tempo os holofotes caem sobre o rapaz, que descobre que é filho de Gusteau, dono do lugar e que começa a ter um sucesso fácil. Normal que isso suba à sua cabeça e que comece a se sentir invencível. Os dois se desentendem e o que se segue depois é uma corrida para a reconquista da confiança, demonstração de amizade, questionamento sobre diferenças e a conclusão da máxima de Gusteau, de que nem toda pessoa pode se tornar um chef, mas que um grande chef pode surgir em qualquer “pessoa”.

O filme é lindinho demais. Discute questões de pré-conceito, humildade, amizade, coragem e transmite uma sensibilidade maravilhosa. Quando o rato começa a trabalhar como cozinheiro, ele não vê a diferença que o distancia das pessoas, ele se sente um igual, mas a realidade é infalível e nada “romântica”. Ele entende os medos da sua raça e se confronta com questões sobre desistir ou continuar, até que percebe que uma amizade verdadeira é capaz de superar a tudo e a todos. Remy e Linguini fazem uma dupla incomum, mas que preserva bem o esteriótipo de que o respeito deve haver em qualquer situação e mesmo que o seu parceiro seja levado por emoções de superioridade, o perdão e a honra de uma amizade, deve prevalecer.

Temos aqui personagens bem caricatos, o que acrescenta mais tons de “mensagem” no desenho. Pixar é muito conhecida não somente pelo bom gosto e espetacular trabalho de arte, mas também pela ideia de moral que transborda em seus trabalhos, seja algo corriqueiro ou fórmula já desgastada, ou mesmo pouco usual, o que importa MESMO, é que vale muito a pena sentar em uma poltrona e acompanhar os enredos envolventes que tais animações proporcionam.

P.S.:Ainda NÃO comi um Ratatouille, mas desde que assisti, fiquei com vontade. Quem sabe um dia.

Semana de Cinema – Se7en – Os Sete pecados capitais

Um dos roteiros mais originais que já vi, com toda certeza. (Aposto que você imaginou que eu ia começar com o Brad Pitt). E tem Brad Pitt.

O filme conta a história de dois detetives – um deles em começo de carreira (David Mills – interpretado por um Brad Pitt um pouco inseguro mas super lindo) – e o outro ponderando sobre a aposentadoria (William Somerset – interpretado por Morgan Freeman quando ele já era idoso). Ambos investigam assassinatos estranhos inspirados nos sete pecados capitais. O assassino parece estar sempre um passo à frente de Mills e Somerset.

As cenas das mortes são fortes e o clima do filme todo é pesado com algumas cenas mais leves para que o público possa acalmar o coração um pouco (mas raras já que esse é um filme de Finch). A representação de cada pecado é quase literal e o assassino claramente é um homem a) sem uma vida pessoal e b) com muita imaginação e ódio pela humanidade.

À medida que a história se desenrola, aprendemos mais sobre a vida de Mills e Somerset. Mills é recém sacado e se mudou com sua jovem esposa para uma nova cidade. Ela não está se adaptando bem, eles têm uma vida difícil e estão tentando fazer a coisa toda funcionar. Mills vive sozinho e parece ser extremamente solitário. A relação entre dois é superficial no começo mas se aprofunda um pouco durante o filme (aquela coisa toda de desenvolvimento de personagem).

Os crimes ocorrem sem nenhum tipo de coerência além do fato de que seguem os 7 pecados capitais. É difícil para os investigadores encontrarem o começo da linha para seguirem o rastro do assassino. A originalidade é surpreendente em alguns assassinatos.

O filme é cheio de mensagens esquisitas – como o número de todos os prédios na cena inicial começarem com 7, ou como os livros bizarros do assassino cheios de coisas escritas terem DE FATO sido escritos (provavelmente pelo estagiário) para o filme. E é dirigido por David Fincher que conta uma história obscura como ninguém.

Foi lançado em 1995 e se você não assistiu até agora, você precisa corrigir esse erro grotesco da sua vida. Assista amanhã ou hoje de madrugada. É necessário! Não só pela atuação fantástica de Kevin Space em seu primeiro papel de destaque mas pelo debate que se dá quando ele finalmente aparece em cena e explica – ou tenta – suas motivações para os assassinatos. É alimento para o cérebro. E o final…ah…o final!!

Motivos não faltam para recomendar esse filme. Um clássico dos anos 90 que vai continuar surpreendendo os espectadores por muito tempo.