5 às 5as – 5 livros de cabeceira

Olá, pessoas que nos visitam! Hoje começamos uma coluna nova aqui no Poderoso – 5 às 5as.

Todas as 5as vamos apresentar para vocês 5 itens (livros, indicações, histórias, autores e qualquer mimimi que nos venha à cabeça) É uma maneira de personalizarmos um pouco mais nossas indicações sem falar sobre um livro específico em uma resenha.

Então bora para a primeira edição: 5 livros de cabeceira!

Paty

1 – Cem anos de solidão – Gabriel García Márquez: porque Gabo é um gênio. Li esse livro a primeira vez aos 14 anos e acho que não entendi tudo a primeira vez. Mas o impacto foi instantâneo. Ler um livro desse abriu minha cabeça para o que é possível fazer em um livro, que não precisa existir um limite para o que você pode imaginar e colocar nas páginas, que um macaco pode falar e uma família pode sentar à mesa com um fantasma. Reli algumas vezes depois e cada vez que leio não só descubro uma coisa nova, como gosto mais do livro e da história dos Buendía.

2 – Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis: li esse clássico sem esperar muita coisa. Foi meu primeiro livro de Machado de Assis e, claro, li na escola e tive que fazer trabalhos e provas sobre ele. Mas nada disso perturbou a adoração que criei por esse livro. A linguagem erudita me atrasou um pouco e tive que pesquisar muitas palavras (meu livro está cheio de anotações) mas me impressionei com o quão original a história é e o tom sarcástico me ganhou de cara. Aliás, ler esse livro me fez pensar muito no valor que damos para certas situações e pessoas que, quando analisadas friamente, perdem completamente esse valor. Quase uma lição de vida!

3 – O Chefão – Mario Puzo: ahá! Cheio de frases de efeito, a história da família Corleone me interessou primeiro na versão cinematográfica (que rapidamente se tornou meu filme preferido e segue até hoje). Não apenas por ser descendente de italianos e já ter ouvido muitas histórias sobre a máfia siciliana, mas o livro apresenta os vilões como protagonistas sem se desculpar, apresentando uma família complexa com personagens bem desenvolvidos e uma história da vida real (segundo meu avô). A máfia italiana tem uma dicotomia que sempre achei interessante: são assassinos frios e calculistas mas que defendem valores familiares que muitos conservadores também defendem.

4 – Morte na praia – Agatha Christie: não é um dos melhores trabalhos dela mas foi o primeiro livro dela que li e o primeiro livro que lembro ter me mantido acordada a noite inteira tentando terminar a história para saber se eu tinha conseguido adivinhar o assassino (coisa que nunca consegui) – por isso tenho um carinho super especial por esse livro. Eu tinha escola no dia seguinte e fui me arrastando mas feliz por finalmente saber quem havia cometido o assassinato. Depois desse livro, passei quase um ano lendo todos os livros dela que pude encontrar. Acredito até hoje que foi ela quem me transformou em uma leitora de verdade do tipo que quer ler cada vez mais e mais.

5 – Minha vida: Autobiografia – Charlie Chaplin: já comentei aqui o quanto gosto de biografias. Gosto de saber como uma pessoa se tornou a pessoa que eu “conheci” – porque sei também que muito das experiências de cada um influencia suas obras. E Charlie Chaplin é o tipo de pessoa que eu realmente gostaria de ter conhecido. Meu primeiro contato com ele foi assistindo uma coleção velha do meu pai (em VHS). Assisti “O garoto” (chorei litros) em uma tarde e só precisei disso para ver a genialidade de Chaplin. Como um filme mudo pode ter tanta emoção? Sempre imaginei que seriam as palvras que traduzissem a emoção da cena mas Chaplin mostrou que isso não era necessário porque as emoções não precisam ser explicadas. A autobiografia dele traz uma vida impressionante e – o que eu mais queria saber – notas de bastidores sobre outro de meus filmes preferidos – O Grande ditador.

Ragner

1 – Shibumi – Trevanian: Não me lembro o dia específico da semana, mas sei muito bem que foi em uma manhã. Um dos meus melhor amigos tinha passado alguns dias em minha casa e iria embora, disse qual ônibus ele pegaria para ir até à rodoviária (ainda não tínhamos carteira…), mas não o acompanhei, ele ficou até chateado, depois mudei de ideia e acabei pegando outro bus e encontrei com ele por lá, disse que tinha que leva-lo até o embarque, pois ele era meu irmão (ô trenzim gay viu, kkk). Enfim, o lance é que voltando para casa, passei em frente uma banca próxima da rodoviária e avistei uma capa MUITO interessante: Um bonzai e uma katana. Dei uma lida na descrição da história e fiquei apaixonado com o que estava ali. Um assassino profissional, senhor de capacidades especiais, tanto de mente como de corpo. Fiquei magnetizado pelo livro, que, pelo estado e lugar em que estava, parecia mais aqueles livros Bianca, Sabrina, mas dizia que o significado de Shibumi era: “Uma espécie rara de perfeição”. Comprei no ato, paguei apenas R$3,00 e hoje em dia é um livro guardado e constantemente folheado, pois, além de muito bem escrito, tem um enredo de filme de aventura que mescla cenas de ação e aperfeiçoamento de forma fantástica.

2 – Musashi – Eiji Yoshikawa: Meu fascínio pelo Japão e por artes marciais é notório, geral que me conhece, sabe um bocado sobre esse meu gosto e interesse. Fiquei sabendo sobre Musashi primeiramente pelo livro que ele escreveu – O Livro Dos Cinco Anéis – e logo em seguida fui atrás de tudo sobre ele. O maior samurai de todos os tempos, um lutador que não aceitava a derrota, mas quando ela vinha, ele treinava de forma absurda para poder evoluir mais e mais. Sua história mostra momentos de humildade e desonra até, mas com o tempo, sua fama e capacidade iam aumentando a níveis diferenciados e mesmo o único homem, tão temido ou mais do que ele, capaz de enfrenta-lo, foi derrotado com um simples pedaço de madeira, ao invés de uma espada. Musashi se transformou em um expert em estratégia e ciência militar e depois de anos de luta, se recolheu como um eremita, passou a escrever e a pintar. O livro é uma biografia contextualizando de forma fantástica a vida de Musashi junto com características romanceadas e são dois tomos de quase 900 páginas cada. Um item que deixa o livro mais legal do que já é, é a parte história do Japão Feudal.

3 – O Dia Do Curinga – Jostein Gaarder: Filosofia, pura e simples, de forma clara e objetiva. O Mundo de Sofia é o mais conhecido de Gaarder, mas O dia do Curinga tem um algo a mais. Da 1ª vez em que li eu não gostei de cara, mas com outras voltas ao texto e com uma olhada diferente, na 2ª vez, já me tornei defensor de que era melhor do que o outro. A história apresenta uma didática simplista sobre a filosofia e MESMO assim, parecendo ser para adolescentes e jovens, ainda cativa, pois se trata de uma história de busca pelo saber, tal saber pode ser de várias formas, saber familiar, saber sobre si mesmo, saber culturalmente, o saber como aventura. Com O Dia do Curinga fui identificando o filósofo como um ser por natureza diferenciado, como um Curinga mesmo, que não se adapta ao conformismo ou a negligencia de vida que podemos perceber quando muitos apenas sobrevivem e não desfrutam de tudo que é possível no mundo.

4 – O Massacre De Praga – Heinz G. Konsalik: Livro que me fez aprender na marra que NÃO SE EMPRESTA LIVROS, pelo menos em várias ocasiões, pois não se sabe em quem pode confiar né (bom, se sabe sim, mas emprestar livro é uma questão delicada). Assim como Shibumi, é um achado. Em uma “feira de livros” em uma escola que estudei durante o ensino médio, dei de cara com esse livro a preço de R$10,00. Tinha algumas premissas que me interessavam, falava sobre Comunismo (mas aqui por uma ótica macabra sobre tal regime governamental, por mostrar uma face criminosa e nada boa dessa política e isso me fez estudar mais sobre, aprendi a gostar mais do que já gostava, pois, a gente vai entendendo, que não só de brisas vive aquilo que nos agrada, também existem pessoas capazes de deturpar algo que pode ser benéfico) e política estudantil. Massacre é sobre estudantes lutando por liberdade, pessoas que descobrem quando são usadas e que o lado em que está é o errado e não tem medo, nem da morte, de lutar por aquilo que acredita.

5 – Viagem Ao Centro Da Terra – Julio Verne: Foi um dos 1ºs ou 1º livro que li rapidamente, quase que de uma sentada só. Julio Verne é considerado um escritor a frente do seu tempo e era capaz de pensar em tecnologias futuras como poucos. O enredo é cativante e te faz imaginar se é possível algumas ocasiões descritas (vida no centro da Terra, existência de alguns animais pré-históricos). Em outros livros ele já imaginava viagens ao espaço, ao fundo do mar e como o tempo, tudo isso se mostrou real (não da forma que ele escrevia, mas ok). Viagem ao centro da Terra conduziu algumas noites minhas ao mundo da imaginação e comecei a desfrutar, como mais intensidade, o conforto de uma cama acompanhada à um livro e silêncio.

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