Semana de Cinema – Ratatouille

Mais uma animação para alegrar essas nossas semanas de cinema aqui no Poderoso. Amo animações e dessa vez escrevo sobre minha 2ª favorita.

Acompanhamos a história de um ratinho com gostos e desejos comportamentais completamente dissociado da ninhada da qual faz parte. Que é capaz de compreender a essência do mundo culinário, melhor do que o próprio ser humano e que vive tentando ser respeitado em sua particularidade e excentricidade. Esse é o fio condutor dessa animada animação (!!!) que é dos mesmos criadores de Carros e Os Incríveis.

Remy (o rato) se perde dos seus e, pelo esgoto, chega à Paris, cidade Luz, cheia de referencias culturais e culinárias. Ele é um completo estranho no ninho, pois, além de ser um RATO, é do interior e Paris NÃO é uma cidade qualquer. Ao se deparar com a imensidão à sua frente, fica empolgado com tudo o que vê, ainda mais quando se percebe em um restaurante, O restaurante do seu ídolo maior Auguste Gusteau.

Se escondendo dos humanos e passeando pela cozinha do lugar, Remy conhece Linguini, um rapaz que começa a trabalhar no restaurante como ajudante e desse encontro, surge uma parceria capaz de criar um cozinheiro espetacular e cheio de criatividade. Linguini, sendo conduzido como marionete pelo rato mais que competente, vai ganhando prestígio, sem que as outras pessoas percebam a verdade entre os dois. Com o tempo os holofotes caem sobre o rapaz, que descobre que é filho de Gusteau, dono do lugar e que começa a ter um sucesso fácil. Normal que isso suba à sua cabeça e que comece a se sentir invencível. Os dois se desentendem e o que se segue depois é uma corrida para a reconquista da confiança, demonstração de amizade, questionamento sobre diferenças e a conclusão da máxima de Gusteau, de que nem toda pessoa pode se tornar um chef, mas que um grande chef pode surgir em qualquer “pessoa”.

O filme é lindinho demais. Discute questões de pré-conceito, humildade, amizade, coragem e transmite uma sensibilidade maravilhosa. Quando o rato começa a trabalhar como cozinheiro, ele não vê a diferença que o distancia das pessoas, ele se sente um igual, mas a realidade é infalível e nada “romântica”. Ele entende os medos da sua raça e se confronta com questões sobre desistir ou continuar, até que percebe que uma amizade verdadeira é capaz de superar a tudo e a todos. Remy e Linguini fazem uma dupla incomum, mas que preserva bem o esteriótipo de que o respeito deve haver em qualquer situação e mesmo que o seu parceiro seja levado por emoções de superioridade, o perdão e a honra de uma amizade, deve prevalecer.

Temos aqui personagens bem caricatos, o que acrescenta mais tons de “mensagem” no desenho. Pixar é muito conhecida não somente pelo bom gosto e espetacular trabalho de arte, mas também pela ideia de moral que transborda em seus trabalhos, seja algo corriqueiro ou fórmula já desgastada, ou mesmo pouco usual, o que importa MESMO, é que vale muito a pena sentar em uma poltrona e acompanhar os enredos envolventes que tais animações proporcionam.

P.S.:Ainda NÃO comi um Ratatouille, mas desde que assisti, fiquei com vontade. Quem sabe um dia.

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