5 às 5ªs – Filmes originados de livros

Durante a semana de cinema, minha intenção é postar, nessa nossa 5ª dedicada à listas, alguns MUITO BONS filmes que foram roteirizados a partir de livros já consagrados. Filmes que, acredito, não distorceram muito o enredo do livro e que servem como uma excelente diversão e indicação de que se pode ler algo muito bom, pois se o filme é bom, acredite, o livro pode ser melhor ainda.

1 – Silêncio Dos Inocentes: esse filme foi assistido incessantemente durante um bom ano (anos na verdade) em minha adolescência. Muitas das minhas tardes eram regadas pela beleza da Jodie Foster e pelo perfeccionismo do sempre muito bom, Anthony (Odin) Hopkins. Ainda não li o livro, nem os outros que completam uma trilogia, mas acredito que todo o ar de suspense e apreensão estão descritos de forma fabulosa. Foster é uma agente do FBI que tem a incumbência de capturar um Serial Killer que mata mulheres (retirando suas peles, com a intenção de criar uma “roupa” de “pele” para ele, já que se sente insatisfeito com a sua), tal psicopata acaba de sequestrar a filha de uma senadora dos Estados Unidos (eis a maior importância por trás do envolvimento do FBI) e para ajudar a agente a traçar o perfil do criminoso, ela passa a visitar e entrevistar um outro psicopata extremamente perigoso, inteligente, refinado e, ainda por cima, canibal. O filme possui diversas cenas tensas e mesmo não sendo a mais tensa, a cena inicial já dita MUITO BEM o ritmo de tudo que viria a seguir. Fotografia, música, caracterização estão de parabéns.

2 – A Firma: um dos motivos de assistir à esse filme não foi pelo fato do Tom Cruise ser protagonista (sou assumidamente fã do cara), eu tinha lido o livro antes e já imaginava várias cenas com os diversos contextos, já tinha tudo muito bem planejado e “filmado” em minha cabeça. Não me decepcionei. Um advogado que acaba de se formar consegue um trabalho em um grande e poderosa firma, mas o que parecia o trabalho dos sonhos, vai se tornando um pesadelo entre mafiosos e paraísos fiscais. A intriga construída em volta de sua vida é algo que mais me chamou atenção no livro e gostei de como tudo foi passado para a telona. A Firma é um livro inteligente e muito bem escrito. O filme é bem dirigido, os atores constroem os personagens de forma convincente e, mesmo tendo alguns retoques, vale muito a pena.

3 – Caçada Ao Outubro Vermelho: fantástico filme que retrata maravilhosamente bem o contexto da Guerra Fria que assolava os ânimos Norte Americanos e Soviéticos. Já assisti a esse filme algumas vezes na sessão da tarde em meados dos anos 1990 e ficava abismado mega interessado em todo aquele enredo de ação e aventura. A 1º vez que assisti foi alugando um VHS e depois repeti a dose algumas vezes pela tv. Um dos motivos era Sean Connery (o eterno 007), sempre fui fã dele e, entre outras razões: toda a atmosfera de guerra e conspiração também me chamaram a atenção. A história conta momentos da vida de marinheiros russos a bordo do submarino mais avançado que já existiu durante um exercício em alto mar, mas o que parte da tripulação não sabe, é que o Capitão (Connery) quer desertar, indo contrário às ordens de Moscou. Existe também um sabotador a bordo, o que trás mais intriga à história. Imagino como deve ser viver e trabalhar em um submarino. O livro descreve muito bem o contexto de batalha naval, intrigas governamentais e a honra que existe em homens que lutam pela liberdade. O filme retrata maravilhosamente isso tudo.

4 – Anjos E Demônios: trabalhava ainda na Livraria Leitura e todos os que lá trabalhavam, puderam escolher dois livros da outrora Editora Sextante (hoje Arqueiro). Escolhi Anjos e Demônios e outro que não li até hoje. Gostei demais dele, foi o 1º que li do Dan Brown e fiquei muito empolgado com a forma com que ele constrói o enredo e a trama da história, suas específicas condições existenciais de fato ou mesmo as criadas. O filme saiu logo em seguida e agradei muito de como ele foi roteirizado. Mesmo que a história, no filme, passe depois de O Código Da Vinci (o livro foi escrito antes) e particularidade são modificadas sobre algumas mortes, foi passado aquele ar de conspiração e radicalismo que o livro pretende.

5 – Caçador De Pipasesse é um exemplo em que assisti ao filme antes de ler o livro e não me arrependo, pois o contexto, quase que em sua totalidade, se manteve leal e impactante quando foi roteirizado e transformado em película pela 7ª arte. As emoções estão bem trabalhadas, mantidas e explícitas, o que é muito bom, pois quando lemos, temos nossa própria maneira de interpretar aquilo que está escrito e quando o filme é bem feito, podemos satisfazer nossas intenções ao reparar que aquilo que imaginávamos, está conservado. Muitos poderia dizer que fui influenciado pelo filme e quando fui ler, já tinha tudo construído, mas, salvo raríssimas exceções, minhas pretensões foram mantidas a risca.

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