5 às 5as – Brasil em foco

Hoje vamos falar de 5 livros com o Brasil como tema principal – algo que eu realmente gosto. Bora para a lista:

1 – Carta ao Rei Dom Manuel – Pero Vaz de Caminha: quem já foi ao Rio de Janeiro deve ter ido, também, ao Cristo. Você também pode ter tido, como eu, aquela sensação de “como será que foi ter visto isso antes de tudo o que o Brasil virou”? Eu realmente me impressiono com o tanto de mudanças que nosso país sofreu mas, mais do que isso, como tantas outras continuam iguais. A Carta de Pero Vaz de Caminha é quase uma fotografia do que era o Brasil quando os primeiros europeus chegaram. Além disso, as novas edições trazem a carta original e é possível ver também como a língua mudou e foi se atualizando. Um livro que normalmente as pessoas têm que ler na escola mas recomendo uma releitura de vez em quando para relembrar o que havia de lindo nesse país.

2 – Brasil – um país do futuro – Stefan Zweig: Publicado em 1941, o livro retrata o Brasil por um olhar estrangeiro (Zweig era austríaco). Passeando pelo país, Zweig comenta sobre quase todas as grandes cidades (São Paulo, Salvador, Recife) com um olhar diferenciado e com algumas previsões para o futuro. Algumas dessas previsões nunca se concretizaram mas ao ler o livro é possível notar que Zweig estava sob um efeito de adoração pelo país tupiniquim. O autor analisou também a economia e a história do país e declarou que o Brasil estava “destinado a ser um dos mais importantes fatores do desenvolvimento futuro do mundo”, e que, no momento em que o mundo se encontrava (2a Guerra Mundial), a existência do Brasil significava uma das “melhores esperanças de uma futura civilização e pacificação do nosso mundo devastado pelo ódio e pela loucura”.

3 – Fordlândia – Greg Gandin: Fordlândia conta a historia da cidade que Henry Ford tentou construir no Brasil, láaaaaaa na Amazônia. A cidade serviria para explorar a borracha local para que Ford pudesse produzir seus carros por preços mais baixos (ele tinha que importar borracha da Malásia na época). O investimento na região foi fenomenal. Ford queria realmente construir uma cidade e seu projeto começou com a construção de casas, pavimentação de ruas e todo o mais necessário para que uma pequena civilização vivesse ali. Mas o planejamento não levou em conta a cultura local e os trabalhadores tinham que comer coisas tipicamente norte americanas, por exemplo, como hambugueres (naquele calor!!). Além disso, os empregados norte americanos não sabiam nada de agricultura e penaram para conseguirem fazer  coisa toda dar certo. Os trabalhadores se revoltaram e o exército teve que interferir – o que seria cômico se não fosse trágico. Fordlândia existe até hoje mas está abandonada.

4 – 1808 – Laurentino Gomes: Eu sei, eu sei: os historiadores de plantão vão dizer que não vale a pena ler esse livro e tudo o mais. Sinceramente, isso não me importa. Se eu fosse ler só o que historiadores acham certo, nunca chegaria ao fim da lista. 1808 retrata um episódio muito importante na nossa história – a fuga da corte portuguesa para o Brasil colocando nosso imenso país no centro do reinado pelos anos seguintes (ainda que fosse um reinado que já começava a demonstrar sinais de que não iria durar por muito tempo). O livro é escrito de uma maneira simples e direta e serve para despertar um super interesse para essa parte da nossa história. Recomendo para jovens estudantes que estão começando a aprender um pouco mais sobre história brasileira.

5 – Guia politicamente incorreto da história do Brasil – Leandro Narloch: mais uma vez, os “historiador pira”. Em alguns pontos acho que podemos dizer que o livro apela um pouco. Mas não deixa de ser divertido ler algo que saia do convencional e daquilo que sua professora de História costumava falar. A leitura flui fácil e é possível ler o livro em alguns dias e se divertir um pouco. Recomendo! (E concordo com o autor sobre a Guerra do Paraguai – me processem)