Resenha – Jogada Mortal

A história desse livro está ligada diretamente à de Quebra De Confiança. Os acontecimentos do livro passado não interferem nesse, mas podemos percebe-lo como sequencia imediata. Se no outro acompanhamos a vida de um jogador de Futebol Americano, dessa vez nos ligamos ao mundo do tênis, com um incidente que ocorre durante o Aberto dos E.U.A.

Valerie Simpson, uma, outrora, jogadora de extrema relevância para o esporte e que por um período passou por momentos delicados, é assassinada durante uma partida onde o maior astro do momento, Duane Richwood, está jogando. Ela foi morta entre muitas pessoas, mas ninguém foi capaz de identificar o atirador entre a multidão.

Myron, descobre, logo em seguida, que Valerie estava atrás dele, não só para ser seu agente, mas também para poder ajuda-la. Quando Bolitar sabe disso, não há caminho de volta, ele irá até o fim para revelar qualquer segredo, doa a quem doer, mesmo que isso envolva pessoas próximas e que sua vida corra risco. Mas o que ninguém pode se esquecer, é de que existe um cara extremamente amigo e especial na vida do nosso herói. Win. Não somente um sócio, mas o cara que está pronto para tudo, a qualquer hora, em qualquer lugar e com disposição para fazer o que tem que ser feito…

Bolitar se envolve na vida dos seus agenciados, corre atrás de informações sobre o passado daqueles que quer defender, limpa a barra de injustiçados, mesmo que esses sejam pirados e se indigna com o poder e a impunidade que alguns insistem em vislumbrar. Ele faz mais do que aparentemente seria o normal em uma situação dessa e encara as consequências e respostas com a integridade daquele que busca a honra acima de tudo.

Pelos 3 livros que já li de Harlan sobre Bolitar, é possível perceber que o autor tem uma motivação impar, trabalhar questões familiares. Nesses livros nos deparamos com segredos obscuros, passados perturbadores, justiça cega e situações onde entendemos que a subjetividade de quem observa tudo, pode interferir no que é preciso ou possível fazer. Myron não é somente um sujeito que quer ajudar, ele também sente uma vontade justiceira de descobrir a verdade, mas algumas vezes ele vê que a verdade pode estar além de sua capacidade de ação ou que, por mais que ele não queira, é necessário agir de forma incisiva em relação ao que está à frente e ai, talvez, fica claro que o certo ou errado, depende muito do que é preciso. Já para Win, é tudo preto ou branco…

Quando escrevem que Coben é o senhor das “noite em claro”, não estão de brincadeira. Não é somente gostoso ficar lendo os romances dele, é incrivelmente instigante todo a trama criada, os laços que envolvem tudo que o acontece é de uma criatividade impressionante. Já quero todos os livros com o Bolitar como protagonista e logo em seguida vou ler os outros, para me certificar que o autor é mesmo um gênio.

Um adendo que não posso esquecer: acertei dois nomes no jogo de charadas sobre o seriado Batman que Myron e Win “brincam”. Sabia que Cesar Romero foi o Curinga e que Bruce Lee interpretava Kato, mas não aceito que ele possa estar no meio ali dos vilões no jogo não viu, kkkk (sei algumas coisitas sobre os dois Bruce, Lee e Wayne). 

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