Resenha – História da Riqueza do Homem

História da Riqueza do Homem

 

Você sabe como o dinheiro se tornou uma parte tão importante do nosso modo de vida? Tem alguma ideia dos caminhos trilhados, das opções tentadas, dos conceitos que embasam o uso de moedas?

Nesta obra, Leo Huberman apresenta de uma forma simples a história da humanidade por um viés diferente: o do dinheiro. Partindo de um primeiro capítulo chamado “Sacerdotes, Guerreiros e Trabalhadores”, somos levados para um passeio pela organização social da Idade Média e das épocas que se seguiram a ela. Na edição que li, a 21a., o autor é vítima do período em que vivia, encerrando a obra em uma espécie de clamor esperançoso pelo Comunismo.

Descartando-se, portanto, os dois últimos capítulos desta edição antiga (ou adquirindo alguma das edições mais recentes), História da Riqueza do Homem é um relato perfeito dos modos de produção, organizações sociais e da evolução das diversas formas de riqueza através dos tempos.

Este livro é altamente recomendado para leigos que pretendem conhecer um pouco mais da história da Economia e sair da estaca zero quando o assunto é dinheiro. Dá perspectiva e base de conhecimento para discussões mais substanciais sobre onde está nosso Capitalismo de hoje e para onde podemos ir.

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Café Do Poderoso – Sansa/Arya

Vamos falar hoje sobre os capítulos de Sansa (pág. 293), Arya (pág. 303)

Paty

Sansa

Eu fiquei chocada com esse capítulo. Fazer Sansa casar com Tyrion é uma coisa, mas fazer isso completamente de surpresa é demais. Mostra que os Lannister não pensam duas vezes para chegar onde querem. Apesar de Sansa não ser uma das minhas personagens preferidas fiquei com dó da menina…acabar com as idéias românticas dela dessa maneira foi crueldade pura. A forma como ela se submete a ele…”senhor isso, senhor aquilo…”…eu realmente fiquei com pena dela.

O choque de Sansa e o desgosto de Tyrion…a receita para o casamento perfeito, não?! ¬¬. O que penso é que Tyrion pode ajudar Sansa a desenvolver uma mente política que pode ser interessante. Se pensarmos no contexto, esse seria um dos casais mais fortes do reino, por enquanto. Duas famílias tradicionais e fortes (ainda que uma esteja sofrendo) unidas em casamento é uma arma política razoável. Quero ver o que vai acontecer quando Robb e Catelyn descobrirem desse casamento. O.o

Arya

Capítulo leve, direto que mostra que Arya está seguindo o caminho imposto a ela. Mais uma vez, senti que algo está começando ou vai começar logo entre ela e Gendry.  Mas confesso que eu ainda estava sob o efeito do capítulo anterior para realmente prestar atenção nesse. Vai ver é por isso que quase nada acontece…para que o leitor possa respirar um pouco.

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Ragner

Sansa

Eis que temos casamentos entre Sansa e Tyrion. Não me pareceu diferente do que imaginava. O rei fez pilhéria, o anão o enfrentou e a mão se interpôs, e para manter as aparências, tudo foi sendo empurrado de forma cretina para que Joffrey continuasse crendo em sua “majestade”.

Acreditei mesmo que Tyrion chegaria a consumar algo sexual, mas ele, mais uma vez, mostrou que é mais centrado do que já imaginava.

Arya

Sendo uma das minhas personagens principais, sempre quero que os capítulos dela tenha muita informação, ação, trama alucinante e por ai vai. Gosto pelo menos de algum acontecimento inusitado, mas não foi o caso dessa vez. Tal capítulo foi apenas uma passagem sobre que rumo ela está tomando e como está vivendo as situações que a rodeia.

O único trem legal aqui foi a demonstração de ciúmes entre ela e Gendry. Gostei deveras disso.

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QUER GANHAR O 4o LIVRO DA SÉRIE?

O Poderoso começa hoje o sorteio do 4o livro da série – Festim dos Corvos.

Todos os participantes do Café serão inscritos no sorteio dentro das regras abaixo:

– O participante deve comentar no Café e ler o livro com a gente

– Curtir nossa página no Facebook.

– Cada comentário gera uma inscrição. Quanto mais você comentar, mais chances você tem de ganhar.

– Não há custo algum de envio para o vencedor.

– O sorteio é aberto para todo o Brasil.

– O resultado sairá na metade da leitura de A Tormenta de Espadas no Café – na página 422.

Ao final do capítulo sobre o Bran. PARTICIPE!

Resenha – O Alquimista

 

 

Apesar do preconceito demonstrado em rodas intelectuais quando o nome de Paulo Coelho ou algum de seus livros é citado, arrisco-me a escrever sobre este best-seller escrito pelo autor brasileiro mais valorizado pelo exterior, e o menos valorizado dentro do seu próprio país.   Dentre todos os livros do grande escritor que se auto-intitula como Mago, o que mais me chamou a atenção e cativou foi sem sombra alguma de dúvida ‘O Alquimista’.

A história conta a trajetória de um jovem chamado Santiago, um jovem pastor que tem um sonho cobiçado por muitos homens: encontrar um tesouro. Para Santiago, a sua Lenda Pessoal (missão durante a vida) na Terra era encontrar este tesouro.

Ele resolve abandonar tudo o que possuía após falar com um Rei que lhe diz sobre a importância de seguir o caminho da sua Lenda Pessoal. Com isso,  Santiago resolve partir em busca do seu tesouro atravessando o deserto e correndo os perigos e riscos que o mesmo proporciona aqueles que o conhecem.

Quando chega em um oásis, finalmente Santiago conhece duas pessoas que mudam completamente a sua vida e lhe ajudam na busca de seu maior objetivo: Fátima, a mulher por quem ele se apaixona e que acredita no potencial dele em conquistar o seu sonho e o Alquimista, um bruxo do deserto, que lhe mostra o caminho pra obter o seu tesouro.

Com os ensinamentos do Alquimista e motivado pelo amor que sente por Fátima, Santiago aprende coisas inimagináveis, no qual ele nunca pensava que poderia conseguir fazer e realizar. O contato com Deus por meio da natureza, a magia do deserto e a descoberta de onde estava o seu tesouro lhe ensinam e mostram a importância da realizar a sua Lenda Pessoal durante a vida.

Pode-se tirar muitas lições benéficas deste excelente livro, independente de se acreditar em Alquimia ou não. Tira-se muitas lições de motivação em lutar pelos seu objetivos na vida, pelo sonhos que tanto os indivíduos almejam e não alcançam e por aquilo que se acredita, porém é duvidado.

Um ótimo livro, cheio de elementos que lembram também a valorização da natureza como algo imprescindível para a sobrevivência humana, o respeito aos indivíduos que possuem um cultura contrária à nossa e ao amor pelo próximo.

Ótima leitura!

5 às 5as – Brasil em foco

Hoje vamos falar de 5 livros com o Brasil como tema principal – algo que eu realmente gosto. Bora para a lista:

1 – Carta ao Rei Dom Manuel – Pero Vaz de Caminha: quem já foi ao Rio de Janeiro deve ter ido, também, ao Cristo. Você também pode ter tido, como eu, aquela sensação de “como será que foi ter visto isso antes de tudo o que o Brasil virou”? Eu realmente me impressiono com o tanto de mudanças que nosso país sofreu mas, mais do que isso, como tantas outras continuam iguais. A Carta de Pero Vaz de Caminha é quase uma fotografia do que era o Brasil quando os primeiros europeus chegaram. Além disso, as novas edições trazem a carta original e é possível ver também como a língua mudou e foi se atualizando. Um livro que normalmente as pessoas têm que ler na escola mas recomendo uma releitura de vez em quando para relembrar o que havia de lindo nesse país.

2 – Brasil – um país do futuro – Stefan Zweig: Publicado em 1941, o livro retrata o Brasil por um olhar estrangeiro (Zweig era austríaco). Passeando pelo país, Zweig comenta sobre quase todas as grandes cidades (São Paulo, Salvador, Recife) com um olhar diferenciado e com algumas previsões para o futuro. Algumas dessas previsões nunca se concretizaram mas ao ler o livro é possível notar que Zweig estava sob um efeito de adoração pelo país tupiniquim. O autor analisou também a economia e a história do país e declarou que o Brasil estava “destinado a ser um dos mais importantes fatores do desenvolvimento futuro do mundo”, e que, no momento em que o mundo se encontrava (2a Guerra Mundial), a existência do Brasil significava uma das “melhores esperanças de uma futura civilização e pacificação do nosso mundo devastado pelo ódio e pela loucura”.

3 – Fordlândia – Greg Gandin: Fordlândia conta a historia da cidade que Henry Ford tentou construir no Brasil, láaaaaaa na Amazônia. A cidade serviria para explorar a borracha local para que Ford pudesse produzir seus carros por preços mais baixos (ele tinha que importar borracha da Malásia na época). O investimento na região foi fenomenal. Ford queria realmente construir uma cidade e seu projeto começou com a construção de casas, pavimentação de ruas e todo o mais necessário para que uma pequena civilização vivesse ali. Mas o planejamento não levou em conta a cultura local e os trabalhadores tinham que comer coisas tipicamente norte americanas, por exemplo, como hambugueres (naquele calor!!). Além disso, os empregados norte americanos não sabiam nada de agricultura e penaram para conseguirem fazer  coisa toda dar certo. Os trabalhadores se revoltaram e o exército teve que interferir – o que seria cômico se não fosse trágico. Fordlândia existe até hoje mas está abandonada.

4 – 1808 – Laurentino Gomes: Eu sei, eu sei: os historiadores de plantão vão dizer que não vale a pena ler esse livro e tudo o mais. Sinceramente, isso não me importa. Se eu fosse ler só o que historiadores acham certo, nunca chegaria ao fim da lista. 1808 retrata um episódio muito importante na nossa história – a fuga da corte portuguesa para o Brasil colocando nosso imenso país no centro do reinado pelos anos seguintes (ainda que fosse um reinado que já começava a demonstrar sinais de que não iria durar por muito tempo). O livro é escrito de uma maneira simples e direta e serve para despertar um super interesse para essa parte da nossa história. Recomendo para jovens estudantes que estão começando a aprender um pouco mais sobre história brasileira.

5 – Guia politicamente incorreto da história do Brasil – Leandro Narloch: mais uma vez, os “historiador pira”. Em alguns pontos acho que podemos dizer que o livro apela um pouco. Mas não deixa de ser divertido ler algo que saia do convencional e daquilo que sua professora de História costumava falar. A leitura flui fácil e é possível ler o livro em alguns dias e se divertir um pouco. Recomendo! (E concordo com o autor sobre a Guerra do Paraguai – me processem)

Resenha – Quebra De Confiança

Esse o primeiro livro que temos Myron Bolitar como protagonista, mas é o 2º que leio com ele(o 1º foi Alta Tensão). Estou viciando nas tramas que Harlan Coben cria em torno do ex jogador profissional e agora agente de desportistas que se envolve de forma bem pessoal em tudo o que faz. Passa a ser babá, ouvinte, advogado (é formado para isso), amigo e detetive quando algum agenciado precisa de sua ajuda.

Acompanhamos dessa vez a história do maior astro do Futebol Americano do momento, Christian Steele, que está a ponto de assinar um contrato milionário com uma grande equipe. Um envelope chega à suas mãos e abre uma ferida antiga, que poderia fazê-lo ficar sem saber como agir em um momento tão importante de sua vida, mas Steele é um rapaz diferenciado, centrado, que parece saber lidar com a pressão (é possível perceber isso durante a história). Por mais de um ano sua noiva, Kathy Culver,  está desaparecida, todos acreditam em sua morte, mas uma foto sua está estampada em uma revista pornô, vendendo um anúncio de disque sexo, remonta um passado de perversão e orgia. Uma parte negra e desesperada da vida dela.

Será possível que ela estivesse viva esse tempo todo? Será que alguém está interessado em prejudicar a carreira do novo astro? Será que a história vai além do que simplesmente parece?

Steele pede ajuda a Myron para descobrir se Kathy ainda está viva e o que a revista tem a ver com isso. Bolitar (como sempre se envolvendo mais do que profissionalmente com seus agenciados e tentando ajudar a quem precisa) corre atrás de respostas e entre idas e vindas atrás de pistas ele encontra Jessica Cluver (irmã de Kathy e sua ex-namorada), um amor antigo com um final mal resolvido. Ao saber que o pai delas foi assassinado recentemente, tenta descobrir se o sumiço de 1 ano atrás relacionado.

Myron vai descobrindo segredos familiares, discutindo sobre ações que corrompem pessoas, sobre limites ultrapassados quando se está em desespero. Tudo isso com a ajuda dos inseparáveis amigos Win e Esperanza.

Harla Coben escreve com a primazia de quem controla as emoções dos leitores (eu leio rindo, impactado, apreensivo, surpreso). É impressionante a capacidade com que as tramas se desenvolvem e tudo fica tão bem construído para prender a atenção de quem está saboreando o enredo. Página por página, conversa à conversa.

Coben cria toda a história transformando Myron em um herói não somente crível como também consciente de todas as suas responsabilidades. Enquanto vai resolvendo algum caso, continua seu trabalho como agente e vai conduzindo sua vida com os pais da melhor maneira possível, o que é fantástico, pois o torna ainda mais humano. É viciante ler as histórias sobre ele, pois vamos percebendo que não é perfeito, possui algumas falhas persas e se garante mesmo em suas limitações (tipo quando AINDA se vê apaixonado pela ex, fala que a ama na frente dela e mesmo sabendo que está fazendo papel de bobo, se preocupa mais com a honestidade consigo mesmo sobre seus sentimentos).

Terça De Quadrinhos – A Odisseia

Eis uma história que permeia mitologia grega, alegorias de aventura e a defesa de um amor para toda a vida. Acredito que seja uma das maiores e conhecida história já contadas, divulgadas e trabalhadas pelo mundo inteiro (pelo menos no Ocidente). Literatura, Teatro, Cinema já adaptaram as desventuras de Ulisses e seus homens, dessa vez podemos acompanhar a trama atrás da 9ª arte.

Assim como no enredo criado por Homero, acompanhamos a viagem que Ulisses emprega para retornar a tua querida Ítaca e amada esposa Penélope que o espera junta ao filho. Dez anos durou a guerra de Troia e mais dez tal empreitada, e durante esse tempo, nosso herói passou por momentos de total provação física e psicológica.

A trama contada por Homero está fielmente explicada na HQ: Os homens de Ulisses que ficam “perdidos” sem lembranças em uma ilha após comer lótus; o cativeiro em uma ilha de Ciclopes e a luta para fugirem; as transformações em animais que acometeu sua tripulação na ilha de Circe (uma feiticeira); a passagem pela ilha das Sereias; o confronto contra Poseidon e depois o tempo em que ficou junto a Calipso para depois retornar de vez à sua terra. Durante esse anos, Ulisses teve o amparo ou desamparo dos deuses.

Ao chegar em Ítaca, Ulisses se depara com ex companheiros que desejam seu lugar e sua mulher, mesmo que para isso tenham que matar seu filho, que já é homem feito. Penélope faz o que pode para se manter fiel e casta, durante 20 anos vai rechaçando pretendentes e se esquivando como pode (iria desposar novamente quando acabasse de tecer um manto, mas tecia de manhã e destecia a noite). Como os anos se passaram e com Telêmaco (o filho) já adulto, ela foi obrigada a aceitar um novo marido. Uma prova de tiro com arco foi acertada, o vencedor a teria aos braços. Vários candidatos não conseguiam nem mesmo preparar o arco e então Ulisses, vestido como mendigo aparece, vence a disputa e depois, junto ao filho e à deusa Atenas mata todos os inimigos, reconquistando teu lar e sua vida.

O trabalho do ilustrador Jorge Gonzáles é interessante. Mescla o que parece ser um rabiscado simples com uma certa elaboração conceitual. Podemos vislumbrar uma técnica em que o desenhista se utiliza de contornos definidos e finalizados mesmo quando o rascunho ainda está presente, sem ser descartado. Os desenhos misturam a utilização de giz e lápis (creio que seja mesmo). Tal HQ serve como alternativa para aqueles que julgam enorme a narrativa de Homero, recomendo como opção válida. Claro que não traduz ou transmite toda a atmosfera e conteúdo do original, mas vale como referencia do que Homero escreveu.

Biblioteca Flutuante – Outubro

Leituras esperadas para Outubro.

Gabriel

– A sangue frio – Truman Capote

– Morte no Bronx – Peter Milligan e James Romberger

– Hellblazer – Mike Carey e Steve Dillon

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Lucas

– Cemitério maldito – Stephen King

– Mauro Wolf – Teoria da comunicação

– Nunca fui santo – Mauro Beting

– A ira de Nasi – Mauro Beting e Alexandre Petillo

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Paty

– Profissões para mulheres e outros artigos feministas – Virginia Woolf

– Como Woody Allen pode mudar sua vida – Éric Vartzbed

– Tempo é dinheiro – Lionel Shriver

– A revolta de Atlas – vol. 1 – Ayn Rand

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Ragner

– Quebra De Confiança – Harlan Coben

– Memórias De Uma Gueixa – Arthur Golden

– Jogada Mortal – Harlan Coben

– Quando Ela Se Foi – Harlan Coben