Semana de cinema – A Invasora

Não, caro leitor. Se lhe falta sangue frio não assista a este grandioso filme repleto de tensão e suspense do início ao fim! Filmes com muito sangue e finais surpreendentes sempre me atraíram pela expectativa que suas histórias sempre trazem.

Conheci ‘A Invasora’ por meio de um amigo que tinha dito o seguinte:  “Prepare-se, você nunca vai ver tanto sangue em nenhum filme como nesse aqui”.  De fato, hoje eu posso afirmar com total segurança que o meu amigo estava certo: pouquíssimos filmes tem tanto sangue e suspense quanto este filme francês, que tem seu título original denominado como À L’ intérieur (dentro, em português).

Tudo começa com um acidente automobilístico envolvendo a personagem principal, Sarah, seu marido que acaba morrendo na tragédia e uma misteriosa mulher grávida que perde seu filho também por conta do ocorrido.

Passado um tempo depois do acidente, Sarah descobre que está grávida! Sarah transmite a imagem de uma mulher totalmente independente, que não necessita da ajuda de ninguém para ter e criar a criança que está por nascer. Diante disso, a mesma resolve passar a noite de Natal sozinha.

Medo! :O

E eis que, na calada da noite, uma mulher bate a porta da casa de Sarah. Sim, era ela! Aquela mulher que perdeu seu filho no acidente automobilístico. Ela foi, e foi para vingar a sua própria Dor de perder um filho. Foi para matar. Para aquela mulher misteriosa, Sarah deveria passar pelas mesmas dores que ela estava passando em sua vida.

E uma caçada alucinante começa! Muito sangue. Os diretores Alexandre Bustillo e Julien Mary capricharam no quesito violência. A madrugada natalina de Sarah que era pra ter sido tranquila e repleta de paz tornou-se um pesadelo com muito sangue para todos os lados.

O leitor deve estar aí pensando: ‘porque Sarah não chamou a polícia’? Sim, caro leitor. Ela chamou a polícia. Porém, nossa anônima sedenta por vingança deu cabo dos três policiais que tentaram, em vão, resgatar a grávida perseguida. E foram três mortes violentíssimas, cada uma com a sua maneira própria e original.

O final do filme é intrigante, questionador e pode receber vários tipos de interpretação. Alguns podem interpretar como um final justo,   outros como um final transcendental e que foge da realidade.

Mas não vou contar o desfecho desse filmaço de suspense para vocês, não. Recomendo que aluguem o filme, puxem a poltrona mais próxima e assistam essa grandiosa obra do cinema francês, que ficou marcada não só pela excelente produção visual, mas pela feminilidade presente e representada no filme.

Ah, só mais duas coisinhas: não assista com crianças (+18) e, de preferência, assista sem comer pipoca. Quando terminar de assistir, você vai me agradecer por estes conselhos, amigo leitor. E muito.

Não coma pipoca, por favor.