Resenha – Ponto de Impacto

Dan Brown escreve com fluência de alguém que, não só sabe sobre o que versa, como também gosta muito. Ponto de impacto é o 3º livro que leio do autor (Anjos e Demônios e O Símbolo Perdido foram os outros dois, ainda não li o aclamado Código e também falta a Fortaleza), tenho que dizer que Brown envolve ficção com realidade com certa primazia e os enredos são trabalhados com esmero no que trata de informações.

Alguns aspectos que parecem enrolação ou dispensáveis, se mostram profundamente necessárias e isso é uma constante em seus nos livros, aspectos como reviravoltas dramáticas (que me parecem o prato principal em seus argumentos) e as citações de fatos que indicam atos ou intenções futuras também são bem recorrentes (“…teria acelerado ainda mais se soubesse…”, “…teria preferido estar em qualquer outro lugar…”).

Ponto de Impacto apresenta uma história sobre a descoberta que pode mudar o rumo de entendimento humano em relação ao universo (assim como Fortaleza, é sobre um assunto bem diferente das tramas simbólicas em que acompanhamos Robert Langdon, mas que possui um ingrediente bastante funcional e corriqueiro dentro de todos os livros: a corrida pelo poder, seja da forma que for). Temos aqui uma heroína – Rachel Sexton – uma importante analista do “NRO” (Escritório Nacional De Reconhecimento) dos E.U.A., que é convocada pelo próprio Presidente para dar aval e credibilidade ao descobrimento que pode justificar quaisquer gastos adicionais que a agência “NASA” (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) tenha empregado em seus anos de atividade. Rachel é filha do Senador Sedgewick Sexton, principal, e forte, opositor do Presidente e da própria NASA. Depois da exposição esclarecedora que a própria Rachel participa, vamos percebendo que o que tinha ares simples de uma eventual jogada política, se mostra algo muito mais complexo e impactante.

Rachel está junta à outros civis, escolhidos para corroborar na confirmação e divulgação do achado, no Ártico, há milhares de quilômetros de distância da civilização. Tudo estava indo muito bem até que indícios de fatores que colocam em dúvida todo o trabalho da NASA vão aparecendo. Elementos sem uma prévia explicação linear ou funcional começam a surgir e levantar a suspeita de uma possível fraude. O grupo vai tentando entender o que está ocorrendo e quanto mais vão suspeitando e comprovando que algo está errado, um a um vai sendo eliminado por um inimigo altamente perigoso e importante. O maior questionamento é de que, aparentemente, isso não coloca em xeque a tal descoberta, mas fica a questão de que existem planos maiores e conflitos inexplicados por trás das intenções governamentais, ou não… E a pergunta sobre quem é o responsável por tudo isso, quem está por trás de toda a trama, instaura a suspeita de que o bonzinho pode ser mal ou o mal pode ser bonzinho. Falar mais pode atrapalhar no clímax e tirar o suspense…

Brown possui um ritmo já bem característico e muito enraizado nos seus livros. Um fator muito legal é de que a narrativa instiga e a vontade de saber o próximo acontecimento, a próxima ação, faz com que a leitura, não só seja agradável, como também dê desejo de ler página por página com aquele apetite por respostas. Em todos os livros acontecem isso e quando tudo parece resolvido, Brown pode, ou não, reverter a história ou acrescentar mais intriga no contexto.

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Resenha – Fortaleza Digital

“Fortaleza Digital” trata-se do primeiro livro escrito pelo excelente Dan Brown, mundialmente conhecido pelo seu grande sucesso obtido com obras como “O Código da Vinci” e “Anjos e Demônios”. Este foi o primeiro livro de Dan que eu tive a oportunidade de degustar ainda na época de escola.

O enredo é totalmente atrativo aos amantes de tecnologia, como também para quem gosta de livros, filmes e seriados envolvendo muita ação! A história acontece dentro dos âmbitos da riquíssima e poderosa NSA, a Agência de Segurança Nacional Americana, a instituição de segurança mais forte do mundo em questão.

Entretanto, esse poderio da NSA é questionado quando seu supercomputador com a função de decifrar mensagens codificadas por terroristas e possíveis inimigos do território americano, se confronta com algo extremamente inédito e perigoso: um novo código criptografado que não pode ser quebrado. O jeito é recorrer à sua mais brilhante criptógrafa,  a matemática Susan Fletcher.

Susan se vê metida em vários segredos de Estado e jogadas sujas proporcionadas por pessoas de dentro da própria NSA, e no meio disso tudo ela tem a dura missão de decifrar o código, no intuito de salvar a credibilidade e evitar uma tragédia envolvendo a maior agência de inteligência americana.

Um livro emocionante, envolvente e com um final surpreendente envolvendo o “código indecifrável” e todo o seu enigma. Vale a pena conferir!