Lançamento Do Máscara De Sangue

Há alguns anos pensei em algumas histórias, pensei em alguns enredos fantásticos para serem escritos, imaginei alguns argumentos que poderiam virar livros muito gostosos de se ler e que poderiam entreter quaisquer pessoas que gostem de se sentarem confortavelmente e se infiltrarem nas realidades desenhadas pela mente humana, pois o livro é meio que uma realidade desenhada e não possui limites para existir.

Mais recentemente, após um grande amigo me falar sobre um concurso literário que aconteceria aqui em Minas, eu passei para o PC um manuscrito de uma dessas histórias que construí. Participei do concurso, mas não ganhei, só que minha intenção de trabalhar tal ficção e entrar nesse mundo literário aumentou e outras pessoas indicaram sites para publicar e vender online a custo zero e logo em seguida apresentaram contato de uma editora física que, dei sorte, quis trabalhar comigo (sorte em termos, pois tive que bancar a primeira edição).

O tempo tem passado e com muito custo, irritação e espera, o livro saiu. Quando a gráfica me ligou e informou que meu livro estava pronto, posso dizer que fiquei emocionalmente afetado. Não mudei minha fala, não gritei como um garoto que ganha um presente, mas pensei em meus pais, irmãs, amigos e todos aqueles que estiveram perto ou sabiam o quanto isso era importante para mim. Meu 1º “filho” estava pronto, só faltava eu segura-lo em minhas mãos e poder usufruir de pequenos momentos de “UAU, consegui, sou um escritor e agora ninguém me segura”. Uma semana depois (complicações aqui também existiram), minha remessa de livros chegou e ao vê-lo, ali, publicado, em alguma quantidade, da forma que me interessava, LINDO, eu só pensei em lança-lo. O mesmo amigo que indicou o concurso, que trabalha em uma livraria (já trabalhamos juntos), disse que o lançamento poderia ser lá e só esperava minha confirmação para acertar o necessário.

Uma semana após, em um sábado, no dia 18/08/2012, fiz o lançamento do meu 1º livro, meu 1º romance: MÁSCARA DE SANGUE.

O dia foi um dia como qualquer outro, só muda o fato que depois das 18:00h, eu me portei como uma pessoa diferente, onde todos os “holofotes” estavam focados em mim, e posso dizer que foi uma sensação maravilhosa. As pessoas que foram prestigiar e comprar exemplares dos livros, foram amigos ou parentes, mas alguns frequentadores da Livraria, olhavam e ficavam curiosos com a movimentação e até se interessavam em dar uma olhada na edição.

É uma experiência verdadeiramente libertadora e interessantíssima. Libertadora pois você expõe algo que é de teu intimo e se livra de alguns pré-conceitos sobre a vida glamourosa ou mesmo ociosa que temos sobre escritores; interessantíssima pois você participa do movimento do mundo, você cria e interage com algum tipo de arte e passa a compartilhar e contribuir para algo que tanto gosta.

Recomendo à todos a escrever e correr atrás de algo do tipo. Recomendo mesmo à todos a vivenciar acontecimentos assim. Recomendo parte de uma grande máxima: “Todo homem tem que plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho“. Eu já plantei e escrevi…

Agradeço aos que foram, aos que torceram e aos que estiveram presentes de alguma maneira. Assim caminha a humanidade, COM VONTADE.

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Resenha – Máscara De Sangue

Máscara De Sangue

A Máscara de Sangue é o primeiro livro do filósofo Ragner Morais desenvolvido e comercializado de forma independente. A obra foca na história de uma máscara encontrada na Tailândia durante os anos atuais mas que está diretamente ligada a Drácula – talvez o vampiro mais famoso de todos os tempos.

É um livro que chamaria muito a atenção daqueles que gostam de história de vampiro e ainda estão se iniciando no assunto já que é escrito com uma linguagem fácil de compreender e organizado de uma maneira clara. Para um livro de estréia, a temática é interessante e os cenários mudam inusitadamente.

A trama gira em torno de Dionísio – um atleta-romântico-arqueólogo que está atrás da máscara ainda que não tenha plena certeza de sua existência. Há um toque de Indiana Jones aqui. Aliás, em todo o livro se sente a influência cinematográfica do autor.

Dionísio tem uma namorada russa-modelo e que tem um outro trabalho interessante que não vamos discutir para não tirarmos um detalhe da história.

No começo da história, os capítulos dividem bem os momentos e sabe-se que algo novo irá acontecer. À medida que a história progride, no entanto, os capítulos passam a ser mais longos e muitas vezes misturam as histórias que – nesse ponto – estão divididas em dois países. As partes que se passam no Japão são mais longas que as demais e ficam um tanto quanto desintegradas da história. Quando as questões filosóficas surgem no texto, elas acabam englobadas em apenas uma porção do livro – o que pode tornar essa parte maçante para aqueles que não apreciam debates filosóficos.

Quando a história chega no clímax, Dionísio decidi ir para o Japão. Essa questão não apenas atrasa a sensação de intensidade como nos leva a questionar o heroísmo da personagem. Aos poucos compreende-se que Dionísio não se achava pronto para lidar com os problemas que surgem. Ele chora ao ser atacado pelo vampiro e se sente traído pelas circunstâncias de sua namorada mas enquanto o mundo corre um risco real de sofrimento, Dionísio viaja para o Japão para recarregar as baterias.

Isso o torna real. Real demais para ser um herói pura e simplesmente. Então, passei a ver Dionísio como o herói e, de certa forma, o anti-herói. Isso muda um pouco a dinâmica mas não o desfecho da história.

Senti falta, no entanto, de conhecer um pouco mais as personagens…sua história, o que os trouxe até ali, traumas e etc. Em nenhum momento, por exemplo, o livro explica porque a Rússia estava atrás da máscara. Além disso, a namorada de Dionísio é a típica personagem feminina. Bonita, sexy, adora perigo mas mais atrapalha do que ajuda. Ela atira, não tenha dúvidas…mas também se deixa apanhar pelo inimigo de uma maneira boba e precisa ser salva.
No entanto, isso não invalida o teor da história.

Em um mundo cercado de vampiros brilhantes e vegetarianos, vale a pena procurar por histórias que se mantém fiéis ao que os vampiros realmente representam: medo, terror e morte. E, nesse sentido, Máscara de Sangue não deixa a desejar.”

Livro de estréia