Resenha – A Cabana

                          

Li tal livro logo depois que me Pai faleceu. Não digo que somente fui impulsionado a ler pelo fato de minha dor, mas que serviu de certa motivação, não tenho dúvida.

O livro é sobre uma tragédia pessoal que pode acometer qualquer pessoa e por isso pode ser sentida de forma intensa por quem o ler. O poder destrutivo que a morte ocasiona. A ruína significativa que a quebra de laços pode proporcionar.

O livro trabalha a queda e a “ressurreição” do protagonista. Como ele cai em enorme desgraça com o desaparecimento da filha, com o passar dos anos, e como depois, em meio a profundas e desgastantes perguntas, ele vai encontrando o caminho para viver tua relação com Deus e a perda de sua caçula.

Depois da ausência súbita, sem explicações de um dos seus bens mais preciosos, Mack vive, digo, sobrevive dia após dia, ano após ano, até que recebe uma carta, um convite para voltar ao lugar que acarretou o pior momento de sua vida e o remetente seria DEUS. Como e POR QUE Deus o chamaria para o lugar mais obscuro e cruel possível? Eu imagino que seria para enfrentar e entender o que aconteceu, para substituir de vez toda a angústia e desespero que existe dentro dele. Acredito que tal chamado seria para ajuda-lo a superar de vez, a destruição com aquilo que ele mais precisava: o confronto definitivo com seu passado.

Mack aceita o chamado e com isso, o primeiro passo é dado, o passo mais importante acontece, o enfrentamento. Chegando à Cabana, o livro toma um rumo mágico, excepcionalmente encantador. Deus se apresenta encarnado na santíssima trindade e da melhor maneira possível para o entendimento de Mack – acredito que tal presença física se daria da melhor maneira para quem precisasse encontrar com Deus.

Um final de semana onde o tempo não existe, o espaço é um adereço a mais e a sublime face do conhecimento é o que importa. As perguntas de Mack vão sendo respondidas à seu tempo, sem inclinações, sem pressa, sem ponderações. Todo o vazio pessoal: íntimo e familiar vai sendo preenchido. A vida é renovada e é chegado o momento do reencontro, entre Mack e Missy, a filha, tanto de alma e corpo. Como essa experiência vai influenciar a vida dele? Bom, leia…

A Cabana proporciona uma linguagem confortavelmente cheia de sabedoria e que me ajudou a apaziguar um enorme sofrimento: serviu-me muito a conviver com a perda de meu Pai, um dos elos que me fortalecia, uma das mais preciosas peças que me apresentou o mundo e que preenchia esse quebra cabeça denominado VIDA.

 Um livro que indico à todos, aos crentes e descrentes, aos conhecedores e desinteressados. A leitura não vai fazer com que a fé nasça, mas pode auxiliar a reforma-la.

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